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sexta-feira, 20 de maio de 2011

“Maníaco do Mazagão”: juiz explica porque soltou acusado

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A liberdade de Igo Araújo Bastos, 19 anos – solto no início deste mês –, ainda causa revolta na comunidade do pacato município de Mazagão. Mesmo com os boatos de que não ousaria voltar à cidade onde é acusado do bárbaro assassinato de uma criança de 6 anos – por causa do risco de linchamento – pais e mães de Mazagão temem por seus filhos com o acusado à solta. Nas esquinas, estabelecimentos comerciais ou conversas entre vizinhos, sempre que o nome de Igo ou o crime são lembrados surge um sentimento de indignação em razão de sua soltura.

O “Maníaco de Mazagão”, como o jovem é conhecido no município, está livre desde o último dia 5, por ordem do juiz substituto, Heraldo Costa. A decisão causou polêmica no próprio meio judicial. Antes dela, dois pedidos de habeas corpus em favor de Igo já haviam sido negados, um pelo juiz titular da Comarca do Município, Saloé Ferreira da Silva, e outro pelo próprio Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap).


Diante da insatisfação pública com a sentença de pronúncia do magistrado, e o receio popular de que, solto, Igo possa fazer novas vítimas, a reportagem de a Gazeta procurou o juiz Heraldo Costa para saber os motivos que o levaram a ir em direção contrária às decisões anteriores de seus colegas de toga. Por telefone, ele enfatizou que sua consciência o conduziu naquele momento. O juiz ressaltou ainda que não está preso a decisões anteriores, porque a lei o obriga a reavaliar a necessidade e a continuidade da prisão. “Já foi decidido que o acusado vai a júri popular. Porém, eu não vi a necessidade de mantê-lo preso, já que ele possui requisitos para ser solto. Embora haja evidências contra ele, estou agindo conforme a presunção da inocência”, justificou.
O Ministério Público já entrou com recurso junto ao Tjap para conseguir novamente que Igo Basto aguarde o julgamento preso. A nova decisão deve sair nos próximos dias.


O assassinato da pequena Glaucimara
Igo ficou conhecido como o “Maníaco do Mazagão” após ser apontado como o principal acusado de ter assassinado a pequena Glaucimara Silva de Souza, de apenas 6 anos. Conforme a denúncia do MP, por volta das 16h30 do dia 8 de fevereiro de 2011, Igo esganou o pescoço de Glaucimara, e ainda lhe desferiu seis facadas na região abdominal, bem como uma pancada na cabeça, que acabou ocasionando a morte instantânea da garota. Além de ter escondido o corpo da menina em uma fossa, com o intuito de ocultar o cadáver.


O fato aconteceu quando a vítima saíra da residência de seus avós com destino a casa de sua genitora. De acordo com o MP, Glaucimara foi abordada por Igo quando passava em frente a uma lavagem de carros, localizada na Avenida Veiga Cabral, onde ele trabalhava.


Embora negue a autoria e afirme que não estava no local no momento do crime, a versão do acusado vai de encontro a testemunhos e às provas apuradas pela polícia. Ainda segundo a denúncia do Ministério Público, Igo tentou criar um álibi, induzindo as testemunhas a dizer que o mesmo não se encontrava na lavagem, na hora em que a menina foi morta.


Igo foi denunciado quinze dias após o crime por homicídio qualificado, por motivo torpe e meio cruel, com recursos que dificultaram ou tornaram impossível a defesa da vítima, se agravando porque se trata de uma criança menor de 14 anos, e ocultação de cadáver.

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