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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Agricultor diz ter sido torturado por militares na Zona Rural de Macapá

Imagem auxiliou na identificação de miltiares (Foto: Itamir Alves/Arquivo Pessoal) A Corregedoria-Geral da Polícia Militar (PM) do Amapá investiga o possível envolvimento de membros da corporação na tortura de agricultores na Zona Rural de Macapá. Uma sindicância foi instaurada nesta quinta-feira (19) para apurar o caso. Segundo as vítimas, os militares teriam afirmado que faziam a segurança de chácaras próximas ao terreno onde os agricultores estavam construindo uma casa em madeira. Os suspeitos chegaram ao local em uma caminhonete e exigiram a saída dos agricultores da área.
A confusão aconteceu na terça-feira (17) próximo ao quilômetro 34 da BR-210, em Macapá. O agricultor Itamir Alves, de 56 anos, contou que trabalhava na construção de uma casa em madeira no próprio terreno quando cinco homens chegaram ordenando a saída da área, calculada em 24 hectares.
“Eles estavam armados e me renderam junto com dois trabalhadores que estavam comigo quando nos recusamos a sair”, contou Alves, que afirma ter a posse da área há seis meses.

Material usado por agricultores foi rasgado, diz vítimas (Foto: Itamir Alves/Arquivo Pessoal) Os homens teriam mantido em cárcere privado os três agricultores por quase quatro horas. Eles chegaram a agredir e ameaçar de morte as vítimas, segundo relato dos agricultores, que registraram Boletim de Ocorrência (BO) e denunciaram o caso à Polícia Militar.
“Depois de torturarem a gente, as cinco pessoas se reuniram foi quando aproveitei para ligar para o meu filho pedindo socorro”, disse Itamir Alves, ainda abalado com os momentos de terror em que passou nas mãos dos suspeitos.
O agricultor afirmou que os cinco homens saíram do terreno com as vítimas após desconfiarem do pedido de socorro. Eles teriam seguido na caminhonete e no carro de uma das vítimas pela BR-210 até serem abordados no posto da Polícia Rodoviária Federa (PRF).

Itamir Alves conta que relatou o ocorrido aos inspetores de plantão, mas os suspeitos foram liberados. “Os policiais rodoviários checaram a identidade dos homens e descobriram que quatro são militares, mas não sei porque eles foram soltos. Eles apenas pediram que a gente seguisse até a cidade para registrar um BO”, lamentou.
A Polícia Rodoviária Federal informou que vai apurar a versão das vítimas.
A Corregedoria-Geral da PM instaurou um inquérito administrativo para investigar se houve a participação dos policiais. Um fotografia tirada pelo agricultor auxiliou na identificação de dois soldados. “Se houve crime por parte dos militares com certeza haverá punição”, garantiu o tenente-coronel Wellington Nunes, corregedor-geral interino da PM.


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