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sábado, 6 de junho de 2015

Índios reclamam de falta de remédios e lotação em abrigo de Macapá

Indígenas estão abrigados na Casai, em Macapá (Foto: Abinoan Santiago/G1)
Abrigados na Casa do Índio (Casai) no bairro Alvorada, na Zona Oeste de Macapá, relataram nesta sexta-feira (5) a falta de remédios e superlotação no prédio que atende aos indígenas que buscam na capital amapaense atendimentos sociais. As informações foram repassadas à Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado Federal que visitou as instalações do prédio. A proposta é formular um relatório para ser encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF) no Amapá.

Um dos índios atendidos é o cacique Damasceno Karipuna, de 42 anos. Ele está desde abril na Casa do Índio, quando saiu da aldeia Açaizal, em Oiapoque, a 590 quilômetros de Macapá. O líder procurou a capital amapaense para buscar atendimento médico para a filha de 7 anos, diagnosticada com epilepsia, mas, segundo ele, não consegue marcar consulta e nem obter a medicação para a criança.
João Capiberibe, da CDH do Senado, visitou Casai em Macapá (Foto: Abinoan Santiago/G1) "Estou aqui há muito tempo e não consigo terminar o que vim fazer. É difícil marcar consulta, a gente tem que comprar a medicação e ainda vive em um ambiente lotado de pessoas que também procuram atendimento na cidade", contou o cacique, ao lado da filha, sentada em uma cadeira de rodas na Casai.
O relato do líder indígena comprova as denúncias que chegaram à CDH do Senado em uma audiência pública feita em abril. As irregularidades foram levadas por funcionários e índios da Casai de Macapá.

O vice-presidente da CDH, senador João Capiberibe (PSB), informou que as primeiras visitas à Casai tiveram constatação de parte das denúncias apresentadas na audiência pública. A proposta é acionar o MPF para que sejam feitas recomendações de melhoria à Casa do Índio.
"Tivemos que verificar se as denúncias são procedentes. Em princípio, em relação às medicações, por exemplo, não tivemos nem acesso à farmácia porque ela estava trancada", disse Capiberibe.
A Casai informou que a farmácia tem um controle de uso das medicações e que atualmente oferece todos os remédios necessários para atender aos índios abrigados na casa de apoio. A direção do órgão admitiu que a principal dificuldade é utilizar os serviços oferecidos em unidades de saúde conveniadas com o Sistema Único de Saúde (SUS).
Damasceno Karipuna diz que demora para conseguir consulta médica (Foto: Abinoan Santiago/G1) "Temos dificuldades, mas o principal problema é conseguir marcar consultas pela rede do SUS com a espera de meses para atender ao índio. Às vezes temos até que acionar o MPF", disse a diretora da Casai, Ana Maria Quaresma.
A Casa do Índio ainda afirmou que a superlotação do espaço é considerada um problema rotativo por causa do fluxo de indígenas entre o interior e a capital amapaense. O espaço está acima da capacidade, fixada em pouco mais de cem abrigados.




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