Sindicato disse que data da greve será decidida hoje, em assembleia
O
Sindicato dos Rodoviários confirmou ontem greve para os próximos dias.
Segundo o presidente sindical, Genival Cruz, a data da greve será
decidida hoje, em assembleia com os trabalhad
ores.
Segundo
Genival, desde março deste ano uma pauta de reivindicações foi enviada
ao Setap (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo), mas até agora
nenhuma resposta foi dada pelos empresários. “Não vamos ficar esperando a
boa vontade dos empresários. Estamos solicitando 17% de reajuste
salarial para os motoristas que trabalham na capital, e 19% para os que
trabalham na rota do interior do Estado. Além disso queremos a redução
da carga horária para 6 horas, e o aumento do valor da cesta básica para
R$ 500”, explicou.
Genival
disse que as cobranças pelos direitos dos trabalhadores já lhe
renderam, recentemente, ameaça de morte. “Eu liguei para o empresário
cobrando os pagamentos atrasado dos funcionários e ele me ameaçou de
morte. Já iniciamos uma campanha e pretendemos estendê-la para uma
campanha nacional, afim de denunciar esses empresários que cometem esses
abusos. Entendemos que lutar pelos nossos direitos não é crime, mas um
direito nosso. Esse tipo de ameaça não vai nos intimidar. Não vamos nos
calar”, disse Genival. “Não aguentamos mais receber pagamentos
atrasados. O nosso pagamento é no 5º dia útil de cada mês”, finalizou.
Já o
Setap disse que o art. 624 da CLT diz que a vigência de cláusula de
aumento ou reajuste salarial que implique elevação de tarifas ou de
preços sujeitos à fixação por autoridade pública ou repartição
governamental, dependerá de prévia audiência dessa autoridade ou
repartição e sua expressa declaração no tocante à possibilidade de
elevação da tarifa ou do preço e quanto ao valor dessa elevação. Em
outras palavras, como o reajuste dos rodoviários implica em reajuste
tarifário, ele só pode ser concedido com a anuência do Poder Municipal.
O
Setap lembrou, por meio de sua assessoria de imprensa, que somente entre
os meses de dezembro de 2014 e janeiro de 2015, nove capitais
brasileiras reajustaram as passagens do transporte público rodoviário e
que Macapá detém a menor tarifa do Brasil.
Macapá
está há quase quatro anos sem reajuste nas tarifas de ônibus. Desde
2000, todos os reajustes foram determinados pela Justiça. No dia 6 de
julho de 2008, as empresas conseguiram reajuste para uma tarifa de R$
1,95. O valor foi mantido até outubro de 2010, quando, após decisão
judicial e decreto do então prefeito de Macapá, Roberto Góes, o Setap
foi obrigado a reduzir o preço para R$ 1,90. No dia 11 de agosto de
2011, também por decisão judicial, o valor foi reajustado para R$ 2,30.
Em julho de 2013, após a prefeitura de Macapá prometer a desoneração de
impostos, o valor foi reduzido para R$ 2,10, e permanece o mesmo
atualmente.