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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Aberto há 2 meses, buraco ocupa de um lado a outro rua em Santana

Buraco foi aberto por prefeitura do munípio (Foto: Gabriel Dias/G1)Os moradores do bairro Hospitalidade, no município de Santana, a 17 quilômetros de Macapá, dizem que estão há 2 meses parcialmente isolados depois que a prefeitura mandou abrir um buraco que ocupa de um lado a outro a Rua Claudio Lúcio Monteiro, principal via de acesso ao bairro. A população conta que a cratera foi aberta depois que parte do asfalto afundou por ocasião do fluxo de veículos pesados na via. A assessoria de comunicação da prefeitura de Santana disse que a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano não comunicou o fato ao executivo.

Benedito Trindade conta que trabalhadores sumiram após abrir o buraco (Foto: Gabriel Dias/G1) O batedor de açaí Benedito Trindade, de 49 anos, disse que funcionários da prefeitura abriram o buraco com o auxílio de máquinas para refazer a via, mas que após 3 dias de serviço, "os trabalhadores sumiram".
A Rua Claudio Lúcio Monteiro foi construída em cima do braço do Igarapé do Bueiro que nasce no bairro e desagua no rio Amazonas. Apenas uma passarela em um dos lados do canal serve como passagem para os moradores do bairro.
“Os trabalhadores vieram aqui em novembro, com máquinas e retiraram toda a terra que tinha afundado, abrindo esse buraco enorme, mas até hoje ninguém veio pelo menos dar satisfação sobre qual solução vão dar para o nosso problema”, reclamou Trindade.
A comerciante Célia de Almeida, de 50 anos, disse que o problema vem causando prejuízos para os comerciantes do bairro.

A comerciante Célia de Almeida tem prejuizo com interdição da rua (Foto: Gabriel Dias/G1)“Não tem como os clientes da rua terem acesso ao lado de cá. Tive um prejuízo de 50% em tudo. Nós ficamos isolados do resto do bairro com a rua interditada por esse buraco enorme”, reclamou a comerciante.
Célia disse que o buraco põe em risco as pessoas que trafegam pelo local. Ela contou que é comum pessoas desavisadas caírem na cratera.
“Outro dia um rapaz de carro veio em alta velocidade e freou em cima do buraco. Por pouco o veículo não caiu, mas pessoas de moto, bicicleta e a pé já foram parar lá dentro”, afirmou.
A secretária municipal de Desenvolvimento Urbano Jandira Henriques foi procurada, mas não atendeu às ligações telefônicas.

Açaí está 26,34% mais caro para o macapaense, diz Seplan

Litro do Açaí (Foto: Ary Souza/O Liberal) Desde dezembro de 2013, o litro do açaí está 26,34% mais caro para o macapaense, conforme indicam os dados que mostram o custo da cesta básica regional, calculado pela Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan). O produto, consumido com frequência pelos amapaenses durante as refeições, ocupa o primeiro lugar entre os itens com maior alta no grupo “alimentação”.
De acordo com o estudo feito pela Coordenadoria de Pesquisas Estratégicas Socioeconômicas e Fiscais (Copesef), ligada à Seplan, o aumento no preço do açaí é resultado da entressafra do produto, que segue até março. Itens como a massa de tomate (6,59%), o frango (2,74%) e o charque (2,16%) também apresentaram aumento.
A cesta básica regional é calculada com base em uma família de 5 pessoas com rendimento de até 6 salários mínimos e custou em dezembro R$ 1.232,51, ficando R$ 7,18 mais cara do que o registrado em novembro.

Adriele Pinheiro, trabalha a 12 anos como vendedora de camarão (Foto: Dyepeson Martins/G1) O grupo que apresentou maior elevação nos preços foi “higiene pessoal”, com 2,30%. Entre os produtos, o frasco de desodorante de 90 ml foi o ‘vilão’ ao custar 9,32% a mais que no mês anterior. No mesmo grupo, o papel higiênico registou queda de -10,07%.
Cesta básica regional
Diferentemente da cesta básica tradicional, a cesta básica regional é definida através de produtos que compõem a alimentação dos macapaenses, como frutas, vegetais e peixes, além de produtos de limpeza e higiene.
No que se refere a produtos e serviços em geral, o Copesef calcula o Índice de Preços ao Consumidor (IPC). Neste caso houve crescimento de 1,05% em relação a novembro nos preços médios de todos os itens a que os amapaenses têm acesso na compra.

Polícia prende 5 homens com uma tonelada de peças de carros furtadas

Policia apreendeu cerca de uma tonelado de peças de carro (Foto: Aline Ferreira/TV Amapá)
Cinco pessoas foram presas na tarde desta terça-feira (14) em Macapá suspeitas de formação de quadrilha e furto de peças de carros.  Durante a prisão, a Polícia Militar encontrou cerca de 1 tonelada de equipamentos automobilísticos que estavam escondidos em uma casa no bairro Jardim Felicidade I, Zona Norte da capital.

Segundo o sargento do Batalhão de Radiopatrulhamento Motorizado (BRPM) Adriano Almeida, a viatura que fazia patrulha no bairro identificou o veículo usado pelos suspeitos para furtos de rodas, pneus e sons de carros.
De acordo com o sargento, o veículo, de cor azul, estava estacionado em frente a uma casa na Travessa dos Imigrates, no Jardim Felicidade.

“Por coincidência a quadrilha estava toda reunida na casa. Nós prendemos os 5 suspeitos e conseguimos encontrar a maioria dos equipamentos roubados escondidos no quintal, no forro e dentro da residência", disse Almeida.
A ação ocorreu por volta de 15h. Entre os suspeitos estão dois menores de idade que foram encaminhados para a Delegacia de Investigação em Atos Infracionais (Deiai). Os demais foram levados para o Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) do bairro Pacoval, na Zona Norte de Macapá.

Fiscalização apreende 100 carteiras de meia passagem em Macapá

Durante fiscalização foram apreendidas 100 carteiras de meia passagem (Foto: Gabriel Dias/G1) O uso indevido das carteiras de meia passagem de estudantes de Macapá levou o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amapá (Setap) a retomar o serviço de fiscalização nos coletivos da capital. No primeiro dia de ação, nesta terça-feira (14), 100 carteiras foram apreendidas. Elas estavam sendo utilizadas por pessoas não cadastradas.
Segundo o diretor Setap Artur Sotão, a fiscalização tem o objetivo identificar e apreender as carteiras que estão sendo usadas de forma irregular.
“Nós recolhemos os cartões magnéticos e notificamos a pessoa ou o responsável para que compareça ao Setap para requerer a devolução. Caso haja reincidência fazemos o bloqueio do cartão por 3 meses para coibir o ato irregular’, disse Sotão.

Artur Sotão, diretor do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amapá  (Foto: Gabriel Dias/G1) O diretor alerta aos estudantes para a obrigatoriedade em apresentar o cartão eletrônico ao cobrador de ônibus, para que seja feita sua devida identificação através da foto impressa no documento.
“Nós queremos que o estudante saiba utilizar o seu direito à meia passagem, cumprindo também os seus deveres, levando em conta que o cartão é de utilização exclusiva da pessoa registrada”, reforçou o diretor.
Sotão esclarece que os cobradores e os fiscais do Setap estão autorizados pela Promotoria de Justiça da Cidadania de Macapá a reter o cartão que estiver sendo utilizado indevidamente por terceiros, e encaminhá-lo ao orgão para que sejam adotadas as medidas cabíveis por seu uso indevido.

No AP, campanha vai estimular o uso da camisinha feminina no carnaval

Até o início dos desfiles das escolas de samba no Amapá, programado para os dias 28 de fevereiro e 1º de março, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) pretende distribuir mais de 200 mil preservativos femininos para a população. A iniciativa quer conscientizar as mulheres sobre a 'comodidade e o prazer' que o uso da camisinha proporciona, segundo apontou Vencelau Pantoja, responsável pela logística da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (CVS).

Com o tema "A erotização da camisinha feminina", a campanha vai oferecer oficinas e palestras a foliões amapaenses, "para que passem a encarar o preservativo também como um acessório erótico", disse Pantoja.

"A mulher não pode se deixar levar pela vergonha em co
mprá-la [a camisinha] ou por não saber como manuseá-la. Uma vez que se adapte ao método, poderá usufruir das vantagens que ele oferece", destacou o coordenador.

A campanha será levada a postos de saúde, blitze e à Central do Carnaval, que será instalada no Monumento Marco Zero do Equador, em Macapá, a partir do dia 24 de janeiro. No local irá funcionar a comercialização de produtos das escolas de samba, além da apresentação de grupos musicais e exposição histórica sobre os acontecimentos que marcaram a passagem das agremiações na avenida.

Camisinha feminina

A camisinha feminina é uma bolsa de poliuretano (cadeia de unidades orgânicas que torna o material mais resistente) que contém aproximadamente 15 cm de comprimento e 8 cm de diâmetro. Possui dois anéis, um em cada extremidade. O anel interno é fechado para impedir o contato do esperma com a vagina e fica em contato com o colo do útero. O anel aberto fica localizado externamente para recobrir a vulva, parte externa da vagina.

O preservativo feminino é mais eficaz do que o masculino, quando o assunto é gravidez indesejada e prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis. Por causa do material de que é feito, a camisinha feminina é mais difícil de rasgar.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Assoreamento de canal em Macapá dificulta escoamento de mercadorias

Embarcações ficam ancoradas aguardando dragagem de canal na Zona Sul (Foto: Abinoan Santiago/G1) Donos de embarcações que utilizam o canal do bairro Pedrinhas, na Zona Sul de Macapá, dizem que estão tendo dificuldade de acesso para o escoamento de mercadorias. O problema é resultado do assoreamento somado ao acúmulo de lixo no canal.
O carregador Evanildo Barbosa, de 50 anos, trabalha há 14 anos em uma madeireira às ,argens do canal. Ele diz não lembrar a última vez que a região foi dragada.

Evanildo Barbosa diz não lembrar última dragagem que canal recebeu (Foto: Abinoan Santiago/G1) "A cada dia está mais difícil entrar com uma embarcação no canal. Trabalho há tanto tempo aqui, mas não lembro quando houve uma dragagem", afirmou o madeireiro, acrescentando que em momentos de maré baixa os barcos grandes não conseguem entrar no canal.
"Só dá para pegar a madeira em embarcações grandes quando a maré está alta. Se ela estiver baixa, a gente usa uma pequena para fazer o transporte", contou.
Clay Marinho vende açaí à margem do canal e alega prejuízos (Foto: Abinoan Santiago/G1) Além de madeireiras, a margem do canal das Pedrinhas abriga estabelecimentos comerciais que recebem as mercadorias de regiões ribeirinhas. O autônomo Clay Marinho, de 34 anos, vende açaí oriundo do município de Afuá, no Pará. O fruto também é descarregado no canal.

"Como as vendas acontecem um pouco antes do meio-dia, eu fico prejudicado quando não recebo o açaí logo cedo, durante a manhã. Acontece o atraso por causa da dificuldade de acesso", lamentou.
O assoreamento também influencia nos demais pontos de embarque e desembarque de mercadorias de Macapá. "Quando estamos aqui nas Pedrinhas, temos que sair antes de a maré baixar para levar o restante das mercadorias para outros canais da cidade. Quando não conseguimos atrasa tudo", reclamou o dono de embarcação Félix Nonato, de 38 anos.
 A Secretaria de Estado de Transportes (Setrap) é a responsável pelos reparos no canal do bairro Pedrinhas. Ela foi procurada para falar sobre o assoreamento no local, mas não respondeu às solicitações da reportagem.

159 casos de hanseníase foram registrados em Macapá em 2013

Semsa prepara ação para combate da hanseníase em Manaus (Foto: Divulgação/Semsa) De 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2013, o Centro de Referência em Doenças Tropicais (CRDT) registrou 159 casos de hanseníase em Macapá. O número é considerado alto pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que pretende estimular o diagnóstico precoce e o tratamento contra a doença durante a Semana de Combate à Hanseníase, programada para acontecer entre 22 e 24 de janeiro na capital.

O primeiro dia da ação vai ocorrer no CRDT, localizado no bairro Trem, Zona Sul de Macapá. No local, será realizado um mutirão de exames, além de palestras educativas. Nos dias 23 e 24 oficinas e exames serão ofertados, gratuitamente, na Escola de Administração Pública (EAP). Os eventos serão promovidos em alusão ao Dia Nacional de Combate à Hanseníase, 26 de janeiro.
Segundo informou a coordenadora da campanha de combate à doença, Lenise Azevedo, as regiões periféricas da cidade concentram o maior número de infectados que, na maioria das vezes, não sabem como proceder diante dos sintomas,

“O tratamento para a hanseníase pode chegar até um ano. Mas se diagnosticada precocemente, o tratamento pode ter um tempo bem menor, além de ter mais eficácia. A população tem que se conscientizar de que em caso de sintomas é necessário ir urgentemente a um posto médico”, advertiu Lenise.

Doença
Os principais sintomas da hanseníase são manchas esbranquiçadas ou amareladas em qualquer parte do corpo. As regiões onde as machas aparecem têm uma diminuição ou ausência de sensibilidade ao calor, ao frio e ao toque.

A doença é infecciosa e o tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas dura em média de 1 a 2 anos.

Moradores dizem que violência estigmatizou residencial em Macapá

Conjunto habitacional foi inaugurado em 2011 com 592 apartamentos (Foto: Abinoan Santiago/G1) Primeira obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Amapá, o Conjunto Habitacional Mucajá foi inaugurado em outubro de 2011. Localizado na Zona Sul de Macapá, o empreendimento tem 592 apartamentos divididos em 37 blocos e o estigma de violento, segundo afirmam os próprios moradores que há dois anos vivem no local. Eles contam que sofrem preconceito e que até emprego é difícil de conseguir por causa do endereço.
O residencial, construído para receber famílias de baixa renda, fica ao lado de um presídio de menores infratores. Grades em portas e janelas são comuns nos apartamentos do conjunto, que no dia 10 de janeiro de 2014, registrou o mais recente crime. O ajudante de pedreiro Bruno de Oliveira, de 21 anos, e um adolescente de 15 anos foram mortos a tiros dentro do apartamento onde moravam. O duplo homicídio ocorreu enquanto as vítimas dormiam. Dois homens armados invadiram a casa para efetuar os disparos. A polícia não identificou os autores do crime.

Anaia vende açaí em frente ao bloco onde mora para ajudar a renda (Foto: Abinoan Santiago/G1) A autônoma Anaia Costa, de 32 anos, disse que sofre com o preconceito provocado pela violência no local. A mulher conta que não consegue se empregar com carteira assinada desde 2011. Ela atribui ao endereço Mucajá as vagas de trabalho perdidas. Para ajudar na renda dentro de casa, ela vende açaí em frente ao bloco onde mora.
"O meu último emprego foi em 2011 e desde quando eu sai, nunca mais consegui outro. Na tentativa mais recente, estava quase tudo certo para eu ser contratada, mas quando souberam que eu era do Mucajá, acabei perdendo o meu emprego", relatou Anaia, que mora com o marido e dois filhos em um dos apartamentos do conjunto.
O vigilante Fágner Silveira, de 38 anos, disse que viveu situação semelhante. "Fiquei muito tempo sem emprego. Só consegui esse meu trabalho atual de vigia porque o dono da empresa sabia que eu não era uma pessoa ruim", contou.

Sindica do bloco 36 diz que moradores vivem condição caótica (Foto: Abinoan Santiago/G1) A síndica do bloco 36 Marilúcia Penha, de 33 anos, classifica a condição em que os moradores vivem como "caótica". "A insegurança dos moradores está caótica. Desde quando fomos remanejados reivindicamos um posto policial para o conjunto para minimizar conflitos e a proliferação de drogas. (...) A falta de segurança faz as pessoas sentirem vergonha de dizer que são daqui", afirmou Marilúcia.
Alguns moradores dizem que mudaram a rotina por causa da violência no local. A estudante Carlene Hage, de 19 anos, disse que optou em não passar durante a noite pelo Mucajá, antes de apanhar o ônibus em uma parada em frente ao conjunto.
"Eu não gosto de passar por aqui depois das 18h. Prefiro descer em uma outra parada. Nunca fui assaltada, mas já ouvi muitos relatos e conheço pessoas que passaram por isso", falou.

O chefe da Divisão de Inteligência e Operações (Diop) do 1º Batalhão da Polícia Militar tenente Alex Sandro Chaves informou que as seis viaturas existentes no quartel fazem rondas constantes no Mucajá. Ele ressaltou que seria inviável manter um policiamento fixo no conjunto por falta de efetivo de pessoal.
"Todas as viaturas que entram e saem do quartel passam pelo Mucajá. Não tem como mantermos policiais fixos no local porque possuímos demandas de outros bairros", disse o tenente.

Crianças transformam produtos recicláveis em brinquedos no Amapá

Voluntários ensinam a reutilizar materiais (Foto: Gabriel Dias/G1) Crianças de 5 a 10 anos estão transformando o que seria lixo em brinquedos. É a oficina ‘Fábrica de Brinquedos’, oferecida por voluntários em um shopping de Macapá. Nas aulas, os pequenos aprendem a transformar materiais descartáveis em diversão.
A estudante de pedagogia Ana Cristina, de 31 anos, ensina voluntariamente as crianças a produzirem seus próprios brinquedos, reaproveitando materiais recicláveis.

“Objetos como garrafas pet, copos, pratos e talheres de plástico, que normalmente iriam parar no lixo após o uso, podem se transformar em animais, carrinhos, bolas, aviões e bonecos. Basta usar a imaginação e a criatividade”, frisou Ana.
A gerente logística Audiene Peixoto, de 29 anos, diz que inscreveu a filha de 5 anos na oficina com a intenção de preencher o tempo ocioso da menina. A mãe acompanha de perto os trabalhos e as amizades que a filha está fazendo durante a oficina.
“Vejo a importância da minha filha poder interagir com outras crianças e ainda desenvolver uma consciência sustentável, aprendendo a valorizar pequenas coisas que nós mesmos não damos valor. Percebo a alegria dela e das outras crianças ao transformarem um material de lixo em um brinquedo”, conta a mãe.

Audiene Peixoto inscreveu a filha de 5 anos na oficina (Foto: Gabriel Dias/G1) A coordenadora de marketing do shopping Kelly Paulino disse que as oficinas têm o objetivo principal de estimular a criatividade da criança, além de despertar o interesse delas pela arte.
“Trabalhar com materiais recicláveis também ajuda as crianças a desenvolverem a criatividade, a imaginação e o senso estético, além de resgatar a importância do próprio brinquedo. A finalidade dos brinquedos recicláveis é incentivar a criança à reutilização”, reforçou Kelly.
As oficinas são gratuitas e vão ocorrer até 31 de janeiro de 2014 no hall do shopping localizado na Rodovia JK, Zona Sul de Macapá. Para participar basta o responsável levar a criança, a partir das 16h. Kelly Paulino explica que o pequeno ficará sob os cuidados de 3 monitores responsáveis pelo projeto.

Pacientes com transtornos mentais terão centro de tratamento no AP

Com o objetivo de auxiliar pacientes com transtornos mentais, que não possuem assistência e vagam pelas ruas de Macapá sem o apoio da família, será implantado a partir de fevereiro o Centro de Atenção Psicossocial para Transtorno Mental (CAPS). O Amapá era o único estado que ainda não possuía uma unidade do tipo, e já iniciou a capacitação de profissionais para atuarem com esses pacientes.
A capacitação será de 35 profissionais entre clínicos, psicólogos, técnicos, enfermeiros, terapeuta ocupacional e serviço social, e está sendo feita na Escola de Administração Pública (EAP). De acordo com Sônia Fernandes, psicóloga e coordenadora do CAPS, somente no Centro de Macapá vivem cerca de 80 pessoas com deficiência mental, que dormem em praças  próximas a prédios públicos.

Sônia Fernandes, psicóloga responsável pelo CAPS (Foto: John Pacheco/G1) “A partir da implantação do CAPS vamos atender pacientes a partir dos 18 anos. O serviço não é só destinado às pessoas que vivem na rua, mas também para quem mora com a família. O CAPS não será um manicômio, muito pelo contrário, o paciente tem a livre escolha de permanecer ou não no local após os cuidados básicos”, ressaltou Sônia, que ministra a capacitação.
Os profissionais destacados para atuar no centro foram selecionados a partir do concurso público realizado em 2012 para atuação na Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Os moradores de rua com transtorno mental serão chamados para atendimento no CAPS através de técnicos que vão se deslocar até os pontos, informou a psicóloga.
“Na sede do CAPS, que fica no bairro Laguinho, essas pessoas receberão orientação social, além de entrega de documentos. Vamos oferecer acesso ao benefício que esse tipo de paciente tem direito, benefício esse que até a família às vezes não sabe que tem direito”, detalha Sônia.

Balsa carregada de combustível explode em rio do AP e deixa 2 feridos

Balsa ficou parcialmente destruída pelo fogo no Rio Matapi (Foto: Abinoan Santiago/G1)
Uma balsa explodiu parcialmente no fim da manhã desta terça-feira (14) em um porto particular na comunidade Porto do Céu, no distrito de Coração, a 10 quilômetros de Macapá. O fogo teria começado durante manuseio de combustível na balsa. As chamas foram apagadas pelos próprios trabalhadores antes da chegada do Corpo de Bombeiros.

Duas pessoas que estavam na balsa ficaram feridas. Elas deram entrada no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital de Emergência (HE) de Macapá. Segundo o cirurgião plástico Augusto Pupio, na primeira avaliação as vítimas não apresentavam estado grave de saúde. "Mas um dos trabalhadores está com 60% da superfície corporal queimada", frisou.

O caseiro Pedro Azevedo, de 26 anos, viu como tudo aconteceu. Ele conta que ficou assustado com o barulho da explosão. "Foi tudo muito rápido. Quando a balsa explodiu as pessoas que estavam nela se jogaram na água para se salvar. Depois chegou mais gente para ajudar a apagar o fogo", relatou.

Trabalhadores da proprietária do porto contabilizaram os estragos após explosão (Foto: Abinoan Santiago/G1)Os bombeiros chegaram ao local depois de as chamas serem apagadas pelos trabalhadores e apenas colocou 'bacias de contenção' para evitar a dispersão de combustível no Rio Matapi, que banha o porto.

A empresa responsável pela propriedade não quis se pronunciar sobre o assunto. Ela trabalha com o transporte de combustível através do porto no distrito de Coração. Dentro da área particular é possível identificar vários tanques de combustível.

Turistas estrangeiros visitam pontos históricos e culturais do Amapá

Turista registrando apresentação de marabaixo na Fortaleza de São José, em Macapá (Foto: John Pacheco/G1)O transatlântico Albatros, de bandeira alemã, aportou nesta terça-feira (14) no porto do município de Santana, a 17 quilômetros de Macapá . A primeira embarcação deste porte a visitar o estado em 2014 trouxe 550 turistas entre alemães, ingleses e austríacos, que visitaram pontos turísticos e culturais da capital.

Visitantes registrando visita na Fortaleza de São José, em Macapá (Foto: John Pacheco/G1) Divididos em grupos, eles conheceram o Marco Zero do Equador, o Museu Sacaca e a Fortaleza de São José. Atraídos pela curiosidade, registraram através de fotografia tudo o que viram, além de comprar peças do artesanato local e arriscar alguns passos de Marabaixo, dança típica regional, em programação oferecida pela Secretaria de Estado do Turismo (Setur).
Para muitos deles a realidade amazônica era totalmente desconhecida, como é o caso do turista Martin Trabitsch, de 60 anos. O austríaco contou que fora do Brasil, a Amazônia é vista como um cenário de desmatamento e desperdício de recursos naturais, mas ao ver pessoalmente se surpreendeu com a convivência entre o homem e a natureza.

O austríaco Martin Trabitsch, de 60 anos, em visita no Amapá (Foto: John Pacheco/G1) Não é a primeira vez que o Albatros aporta no estado, o transatlântico chegou ao Amapá vindo de Santarém, no Pará, e seguirá ainda nesta terça-feira, um roteiro que passará por toda a costa brasileira. O próximo destino será a cidade de São Luís, capital do Maranhão.
No dia 28 de janeiro, outro transatlântico de bandeira alemã, o Marco Polo, aportará no estado. Segundo a agente de viagens Rosangela Lima, a região Norte está na temporada dos navios, e até março outras embarcações devem visitar o Amapá.


Primeiro prefeito de Macapá diz que sofreu preconceito por ser negro

Azevedo Costa foi prefeito de Macapá de 1986 a 1988 (Foto: Abinoan Santiago/G1)Ao longo da história da capital do Amapá, Macapá, que completa 256 anos em 4 de fevereiro, somente em 1985 a população passou a escolher o prefeito da cidade. Até então eles eram indicados pelo governador do ex-Território Federal do Amapá. O primeiro a ser eleito por voto popular foi Raimundo Azevedo Costa. Além de ser o pioneiro na era da gestão democrática municipal, ele ainda é o único negro eleito a assumir a gestão do município, o que gerou preconceito durante o mandato, segundo relatou ao G1, que apresenta uma série de reportagens sobre Macapá.

Azevedo Costa carregado pelo povo na festa da vitória (Foto: Arquivo Pessoal/Azevedo Costa) "Fui o único prefeito negro da capital e por isso enfrentei dificuldade. Sofri muito preconceito ao ponto de um ministro em visita a Macapá não querer ficar ao meu lado", relatou.
Azevedo Costa, como é conhecido, assumiu um mandato provisório por três anos em janeiro de 1986. Ele concorreu no pleito do ano anterior com mais quatro candidatos e ganhou com 52% do eleitorado.

Defendendo a bandeira do desenvolvimento, Azevedo Costa diz que foi aceito pela população por representar a imagem do povo à época. Nascido no antigo Formigueiro (atual Largo do Inocentes) atrás da Igreja Matriz de São José, no Centro de Macapá, o ex-prefeito conta que tinha planos visionários para cidade.
No entanto, ao assumir o cargo de prefeito, sentiu outra dificuldade, a financeira. Para Azevedo Costa, a "perseguição" contra a gestão dele o prejudicou durante o mandato.

Azevedo Costa e Ulysses Guimarães em campanha de 1985 (Foto: Arquivo Pessoal/Azevedo Costa) "Era uma perseguição inabalável da oposição. O apoio que eu tive foi da população, que estava cansada de sofrer. O governo não passava dinheiro para o município, que tinha uma área muito maior que a atual. Ou seja, o recurso existente era apenas para manter a estrutura da prefeitura funcionando", relatou.
Quando Azevedo Costa era prefeito da capital, o município era composto pelos territórios de Santana, Itaubal, Cutias, Ferreira Gomes e Porto Grande. Atualmente, todos se desmembraram e viraram municípios.
 
Atual
O ex-prefeito de Macapá atualmente está com 75 anos e sofre com a diabetes. Há menos de um mês ele sofreu amputação da perna direita, afastando-o dos bastidores da política, e passa a maior parte do tempo em casa com a família.
"Eu me candidatei apenas uma vez depois de deixar a prefeitura. Não consegui o coeficiente eleitoral para me eleger deputado federal e desde então decidi ficar apenas nos bastidores do meu partido, o PMDB. Fiquei meses afastado em 2013, mas a partir deste ano vou retomar a ativa", prometeu Azevedo Costa.

No AP, moradores de área alagada reclamam de condições de pontes

Passarela fica na Av. João Guerra, no bairro Congós, Zona Sul de Macapá (Foto: John Pacheco/G1)Moradores de uma área alagada na Av. João Guerra, no bairro Congós, Zona Sul de Macapá, reclamam das condições das pontes em madeira que dão acesso para as casas. Com estrutura antiga, as passarelas estão cheias de buracos e tomadas pelo mato. A comunidade pede reforma urgente para o local. 

“Em toda a passarela é a mesma coisa, a madeira quebra com facilidade, prejudicando a passagem de crianças e de idosos que moram por aqui", reclamou Cleudecyr Mendes, que saía de casa para procurar emprego, equilibrando-se na passarela.
Claudecyr Mendes sobre a passarela na Av. João Guerra, em Macapá (Foto: John Pacheco/G1) "O problema é agravado por causa das motos na ponte, e quanto a isso não tem como impedir, porque esse é o único acesso às casas”, acrescentou o desempregado.
Ewerton Silva é entregador de mercadorias num mercantil do bairro. Ele usa a bicicleta para deixar as compras nas casas dos clientes e reclama que enfrenta dificuldade para trafegar na ponte, levando cargas pesadas. “Não tenho o que fazer, o mercantil não pode se recusar a entregar aqui na ressaca [área lagada], então encaro os riscos”, frisou Silva.

Ciclistas tem que empurrar a bicicleta por toda a passarela em Macapá (Foto: John Pacheco/G1) Adriane Vasconcelos, de 22 anos, mora em uma casa na área alagada. Ela reclamou estar “cansada” de precisar conviver com a situação.
Adriane também utiliza uma bicicleta para trafegar no local e criticou o estado das pontes.
A Secretaria Municipal de Obras (Semob) informou que um projeto de reforma para as pontes do bairro está em processo de formulação, com a visita de técnicos ao local, ainda sem data definida.



Cultura e esporte vão marcar os 244 anos do município de Mazagão

A programação que homenageará os 244 anos do município de Mazagão, no dia 23 de janeiro, está definida. A festa será realizada no distrito de Mazagão Velho com atrações culturais e esportivas. A cidade de Mazagão fica a 32 quilômetros de Macapá .
Este ano, a novidade é a inclusão de um torneio de futebol e voleibol. A competição esportiva acontece na véspera da data, feriado municipal na cidade. A Banda Placa, que ajuda na organização do evento há 17 anos, encerra as apresentações artísticas. O vocalista Carlos Augusto, o 'Carlitão', diz que a cada ano é uma emoção diferente.

Definida programação da festa de  244 anos de Mazagão Velho, no AP (Foto: Gabriel Penha/G1-AP) "O diferencial é o envolvimento da comunidade. Os moradores fazem seu papel para preservar as tradições e a memória de seus antepassados", diz o músico, que faz aniversário no mesmo dia da cidade.
O município surgiu com Mazagão Velho, uma vila que foi transferida do Marrocos, na África, para a Amazônia, no século 18. Foi fundada pela Coroa Portuguesa em 23 de janeiro de 1170. Sete anos depois, os moradores da região iniciaram a Festa de São Tiago, em julho, misturando teatro e religião, a principal atração turística e cultural da cidade.

Definida programação da festa de  244 anos de Mazagão Velho, no AP (Foto: Gabriel Penha/G1-AP) Na atualidade, a pequena vila ainda guarda costumes e tradições, mas começa a se render a modernidade. Para a moradora Joaquina da Silva Jacarandá, de 61 anos, o 23 de janeiro é uma data de grande importância para a comunidade. "É a época em que o orgulho de nossa história fica ainda mais forte", resume 'Dona Joca', como é conhecida na velha Mazagão.
Definida programação da festa de  244 anos de Mazagão Velho, no AP (Foto: Gabriel Penha/G1-AP)Homenagens e atrações
A programação inicia na quarta-feira, dia 22, com programação esportiva e festa. No dia 23, pela manhã, será celebrada missa campal em frente ao cemitério, onde foi construído um mausoléu em homenagem aos primeiros habitantes do lugar. Em seguida, a festa será comandada pelo Exército Brasileiro quando um pelotão do 34º Batalhão de Infantaria de Selva (34º BIS) prestará salva de tiros, uma forma dos militares homenagearem os primeiros habitantes da região.

 Após a solenidade a comitiva oficial deverá visitar as ruínas da antiga igreja, datada do século 18, onde foram encontradas as ossadas dos primeiros colonizadores da região. Pela parte da tarde e à noite, as apresentações dos grupos folclóricos e culturais de Mazagão Novo, Mazagão Velho, Carvão e outras comunidades prometem espetáculo de luzes, cores e coreografias ao som do Batuque, Marabaixo e Sairé, ritmos tradicionais da localidade. A finalização dos shows fica por conta do tradicional Carnaval do Povo, com a Banda Placa.
 
Definida programação da festa de  244 anos de Mazagão Velho, no AP (Foto: Gabriel Penha/G1-AP) Programação
Dia 22 de janeiro (quarta-feira)
Durante todo o dia - Programação esportiva, com torneios de futebol de campo, futsal e voleibol.
22h - Festa organizada pela Cavalaria de São Tiago.

Dia 23 de janeiro (quinta-feira)
5h - Alvorada Festiva com queima de fogos;
8h - Missa Campal;
9h - Hasteamento das bandeiras do Brasil, de Portugal, do Marrocos, do Amapá e de Mazagão por autoridades e moradores locais. Pronunciamento de moradores locais e autoridades;
9h30 - Homenagem póstuma aos primeiros habitantes de Mazagão Velho. Salva de tiros pelo pelotão de Infantaria do Exército Brasileiro (EB) e apresentação da Banda de Música da Corporação;
10h - Encerramento do ato cívico, com visita da Comitiva Oficial ao mausoléu e às escavações arqueológicas da ruína da antiga igreja do século 18.


Programação cultural
Local: Balneário de Mazagão Velho
12h - Enxuto
14h - Pagode Novo Esquema
16h - Tiago dos Teclados
Local: Palco Principal, em frente à sede Mucito Ayres
19h - Rufar dos Tambores
19h15 - Apresentação evangélica da igreja Assembleia de Deus
19h45 - Grupo de Capoeira
20h15 - Grupo São Sebastião
20h45 - Grupo Flor do Maracujá
21h15 - Raízes do Marabaixo mirim
21h45 - Irmandade São Benedito
22h15 - Comunidade do Carvão
22h45 - Comunidade São Pedro do Ajuruxi
0h15 - Raízes do Marabaixo
0h45 - Banda Placa

Arrecadação de Macapá representa 15% do orçamento do município

Arrecadação do município representa apenas 15% do orçamento de Macapá (Foto: Abinoan Santiago/G1) Com uma população estimada de 437.256 habitantes, Macapá está prestes a completar 256 anos, em 4 de fevereiro, e participa de uma série de reportagens do G1 sobre a cidade. Apesar da longa história, a terceira capital mais antiga do Norte do país ainda não consegue se auto-sustentar com a receita própria obtida pelo Município. Do orçamento de R$ 520 milhões de 2013, por exemplo, que ainda está em execução, a arrecadação de Macapá compõe apenas 15,6%  do montante, segundo dados da prefeitura.
Com uma participação pequena da receita no orçamento de Macapá, a prefeitura da capital busca outras formas de manter-se. A principal fonte de recursos do município é oriundo dos cofres da União, responsável por 44,1% do dinheiro disponível no erário municipal, com R$ 229 milhões. Repasses efetuados pelo estado são a segunda maior fonte, com 23,9%, representando R$ 124 milhões. O restante é dividido em demais transferências.
Economista Charles Chelala mensurou perdas do FPE para o Amapá (Foto: Abinoan Santiago/G1) 
Para o secretário de governo da prefeitura de Macapá Charles Chelala, um dos motivos que faz Município arrecadar pouco é a cultura da população em deixar de quitar os tributos.
"Nunca foi realizado um trabalho de conscientização do IPTU [Imposto Predial e Territorial Urbano] e também existe um fator de acomodação do Município, que nunca cobrou de forma firme", justificou Chelala.
A falta de costume do macapaense em não pagar imposto resultou em uma dívida tributária de R$ 180 milhões, conforme levantamento feito pela prefeitura. O valor foi calculado entre os anos de 2008 e 2012. Para ajudar a alavancar a arrecadação, foi adotada uma Nova Política Municipal de Fiscalização, com o lançamento do Programa de Recuperação Fiscal (Refis). A iniciativa oferece descontos de até 100% para as multas geradas pela falta de pagamentos do IPTU, Imposto Sobre Serviços (ISS), Alvará de Funcionamento e outros encargos.
 
Secretário de Finanças Paulo Mendes diz que em dezembro as cobranças serão das dívidas de 2008 (Foto: Abinoan Santiago/G1)A medida começou a mostrar resultado, conforme dados da prefeitura de Macapá. A arrecadação da dívida ativa tributária quitada por contribuintes cresceu 96%. O secretário de Finanças Paulo Mendes informou que a receita própria do município teve um crescimento de 20% em 2013, representando R$ 11 milhões a mais ante o ano anterior, que arrecadou pouco mais de R$ 50 milhões.
No entanto, a cifra ainda é considerada mínima dentro dos gastos do município. No orçamento de 2014, por exemplo, que foi aprovado em R$ 639 milhões, o déficit de Macapá foi calculado em R$ 180 milhões.

"Para que nós pudéssemos resolver todas as necessidades de investimentos previstos, teríamos que possuir mais R$ 200 milhões, pelo menos, no orçamento em relação ao que possuímos atualmente. Mas isso não inviabiliza o funcionamento do município", afirmou Charles Chelala.
Para fazer a máquina municipal funcionar, a prefeitura de Macapá aguarda liberação de recursos federais.
"Por mais que aumentemos a arrecadação, vamos precisar de recursos federais. Já temos garantidos R$ 32 milhões em emendas parlamentares para serem executadas obrigatoriamente em 2014. Mais da metade disso vai para a saúde", adiantou Chelala.

Caesa aumenta taxa para o despejo de resíduos sanitários no Amapá

Resíduos são despejados sem o pagamento justo de taxas, afirma Caesa (Foto: Dyepeson Martins/G1)Empresas que trabalham na coleta de resíduos sanitários em Macapá e no município de Santana, a 17 quilômetros da capital, terão que pagar taxas mais altas para o despejo de efluentes na bacia de estabilização biológica da Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa). O reajuste na tarifa foi estabelecido pela autarquia em 23 de dezembro, com prazo de 30 dias para que os empresários se adequem à norma.

A Caesa recolhe anualmente R$ 250 de cada uma das 10 empresas que utilizam a bacia, localizada no bairro Araxá, Zona Sul da capital. A nova taxa determina o pagamento de R$ 32,60 para cada carregamento de resíduos a ser despejado.

"Vamos começar a pagar por dia o que seria pago em um mês. Pagando por serviço realizado, de R$ 250 teríamos que pagar mais de R$ 9 mil por ano, se considerarmos o número diário de descargas realizadas pelos caminhões",  calculou o representante dos empresários, Gilberto Teles. "É uma taxa mais que abusiva", reclamou.

Ruy Smith, presidente da Caesa (Foto: Dyepeson Martins/G1)O presidente da Caesa Ruy Smith afirmou que o valor foi calculado com base no lucro mensal dos empresários. "Todos têm que pagar taxas. Não é justo que a Caesa também não lucre com os serviços, já que o local utilizado para os despejos pertence a ela. O cidadão comum paga uma taxa de esgoto, então uma empresa que visa o lucro também deve pagar. É necessária a cobrança, é justa", defendeu o presidente.

Visando a reformulação do cálculo tarifário, os empresários apresentarão à Caesa uma planilha de custos para tentar comprovar os prejuízos que serão adquiridos também pela população com a nova cobrança. "Não é justo que esse valor seja revertido em um aumento no custo do serviço", acrescentou Gilberto Teles.

Foto: A praça é dos poetas!

Ontem vi uma matéria da TV Amapá mostrando abandono da praça Floriano Peixoto em Macapá. Na foto em que o cantor, compositor e escritor Sérgio Sales aparece em destaque e ao fundo o Gino (in memoriam) que conversa alegremente com Paulo Calandrini, retrata um tempo que a Floriano era lugar de reunião de artistas e que varava madrugadas em paz. Mas o poder público mandou derrubar o quiosque que abrigava a poesia para dar lugar a uns ridículos pedalinhos que estão destivados agora, tudo em nome da intelerância, inclusive religiosa do gestor municipal de plantão.

DEVOLVAM A FLORIANO PARA OS POETAS!

 

Operadora de telefonia inicia testes de tecnologia 4G em Macapá

Ligações de celular vão ganhar mais um número (Foto: Maiara Pires/G1) A empresa de telefonia Vivo anunciou que os testes de banda larga de tecnologia de quarta geração, também chamada de 4G, já iniciaram em Macapá. O serviço deve ser comercializado ainda no primeiro semestre de 2014. A implantação da tecnologia na capital amapaense conta com parceria da operadora Tim. A intenção é aumentar a velocidade da rede de 360 megabits por segundo para 40 mil megabits por segundo, número 130 vezes maior, segundo a empresa. Atualmente os testes da nova tecnologia estão sendo realizados em dois bairros de Macapá para depois o serviço ser levado ao restante da cidade, conforme informou a operadora Vivo.
A tecnologia pretende oferecer ainda "mais estabilidade nas ligações, com drástica redução do número de quedas e ruídos, além de maior velocidade na conexão de internet", garantiu.

A rede de fibra ótica que coloca o Amapá no circuito de banda larga tem extensão de 300 quilômetros, interligando Jurupari, no Pará, à cidade de Macapá. O trecho faz parte do entroncamento Belém/Manaus/Macapá. 
A rota é composta por uma rede de cabos aéreos que usam como suportes torres de linhas de transmissão de energia elétrica. O acesso nas cidades são efetuados por meio de cabos subterrâneos.
Em agosto de 2013, a Vivo concluiu a rede de fibra ótica que liga Belém a Manaus, com mais de 2,1 mil quilômetros. A instalação do serviço ampliou a capacidade da rede de dois gigabits para 40 gigabits, aumentando 2.000%.
"No Amapá, onde somos líderes de mercado com 61,38%, temos 573 mil clientes no estado, e em breve, lançaremos ainda a nossa rede 4G em Macapá”, afirma o diretor regional da Vivo, Emerson Rodrigues.

Despesas com higiene pessoal elevam o índice da Cesta Básica Regional em dezembro de 2013

A Cesta Básica Regional de Macapá, que calcula a inflação do preço médio dos produtos e serviços mais consumidos/utilizados pelos amapaenses, registrou aumento de 0,59% em dezembro de 2013. Ela custou R$ 1.232,51 ao orçamento de uma família composta por cinco pessoas com ganhos mensais de até seis salários mínimos.
Os dados são da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan) que apura, calcula e divulga, mensalmente, os índices inflacionários da cidade de Macapá, por meio de sua Coordenadoria de Pesquisa e Estratégias, Socioeconômicas e Fiscais (Copesef).
Em relação a novembro, a Cesta Regional do mês de dezembro ficou R$ 7,18 mais cara, impulsionada, principalmente, pelo grupo "higiene pessoal", com elevação de 2,30%. O grupo "alimentação" sofreu alta de 0,55% e o de "artigos de limpeza e manutenção de domicílio" registrou deflação de (0,95%).
Os itens que obtiveram a maior alta em alimentação foram o açaí, com taxa de 26,34%, em função da entressafra do produto; a massa de tomate, com alta de 6,59%; o charque (2,16%) e o frango, com aumento no preço médio de 2,74%. Por outro lado, a farinha de mandioca e a goma de tapioca registraram deflação de (-15,66%) e de (-4,02%), respectivamente.
Em higiene pessoal, a unidade do frasco do desodorante com 90 ml foi o item que apresentou a maior alta do grupo (9,32%). O preço médio comercializado em novembro era de R$ 6,87, enquanto que em dezembro, o valor médio registrado foi de R$ 7,51. Ainda que o papel higiênico tenha sofrido queda de (-10,07%), a deflação não foi suficiente para evitar que este grupo fosse o grande vilão do índice.
No grupo "artigos de limpeza e manutenção de domicílio", a maior taxa registrada foi no item detergente, com aumento no preço médio de 5,88% e menor variação ficou com a cera pastosa, cujo preço médio da lata com 450g registrou deflação (-38,52%).
A Cesta Básica Regional, criada pelo governo do Estado, em 1986, difere-se da Cesta Básica Oficial – estabelecida pelo governo Federal e calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) -, por conter nela produtos típicos da região, os quais não constam na lista nacional como o açaí, a farinha, a goma de tapioca, entre outros.
IPC – Índice de Preços ao Consumidor
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da cidade de Macapá registrou aumento de 1,05% em dezembro de 2013, o que corresponde a um crescimento de 0,12 p.p (pontos percentuais) em relação a novembro de 2013. Dos sete grupos que compõem o IPC, o de "habitação" foi o que apresentou a maior taxa: 2,76% em relação a novembro de 2013, impulsionado, principalmente, pelos alimentos para cães (20,12%), mão-de-obra (16,67%) e cimento, com variação positiva de (15,52%).
O acumulado do ano, o IPC foi de 10,42%. E no período de 12 meses (dez/2012 a dez/2013), a taxa ficou estabelecida em 12,70%. O IPC mensura os preços médios da cesta básica de consumo de bens e serviços de uma pessoa, neste caso, moradora da capital, com ganhos mensais de um a seis salários mínimos.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Prefeitura diz que Macapá tem 26 pontos críticos de acúmulo de lixo

Bairro Perpétuo Socorro é um dos locais com acúmulo de lixo na capital (Foto: Abinoan Santiago/G1) A Secretaria Municipal de Manutenção Urbanística (Semur) calcula que Macapá possua 26 pontos considerados críticos de acúmulo de lixo. O problema é resultado da deficiência na coleta de resíduos sólidos na capital.
"A coleta do lixo não parou. Ela sofreu atraso em determinados bairros. Atualmente, temos pontos críticos porque a empresa responsável pelo serviço apresentou problemas no período entre o fim de 2013 e início de 2014, quando aumenta bastante a produção de lixo, somado à dificuldade enfrentada no período chuvoso. Isso resultou em um levantamento com 26 pontos críticos de acúmulo excessivo de lixo", explicou o secretário da Semur José Mont'alverne.
Um dos bairros que enfrenta a deficiência na coleta de lixo é o Perpétuo Socorro, na Zona Leste de Macapá. Na Av. José Tupinambá, por exemplo, o acúmulo de resíduos formou uma lixeira viciada próximo ao canal que corta o bairro.

Pescador Jorge Rocha diz que odor é muito forte no Perpétuo Socorro (Foto: Abinoan Santiago/G1) O pescador Jorge Rocha, de 26 anos, mora no bairro Perpétuo Socorro, e diz que por causa do acúmulo de lixo nas ruas é difícil passar pelas vias sem levar as mãos ao nariz. "O cheiro é tão ruim que andamos com as mãos no nariz para não sentir esse odor", reclamou.
Problema parecido enfrenta o bairro Cidade Nova, na Zona Leste de Macapá. Por causa da deficiência na coleta de lixo, os moradores pagam serviço particular para terem os resíduos levados para outro lugar.
"Pagamos R$ 20 para um rapaz recolher as sacolas porque é difícil ficar esperando o caminhão do lixo passar", relatou a autônoma Sara Cardoso, de 38 anos.

 Na Zona Sul, no bairro Congós, também é possível identificar lixeiras nas ruas. O serviço não é realizado frequentemente no local, segundo afirmam os moradores. O autônomo Nelson Correa, de 32 anos, trabalha como comerciante na Av. João Guerra e fala que para não ter pilhas de lixo amontoadas na via pública, os moradores fazem uma força-tarefa para limpar a área.

Nelson Correa diz que junto com moradores paga serviço particular para coletar lixo (Foto: Abinoan Santiago/G1) "A gente faz uma coleta e pagamos um serviço particular para recolher o lixo da nossa rua porque é insuportável  conviver com esse odor, ainda mais para mim, que dependo de um local agradável para os clientes poderem visitar meu estabelecimento", disse.
O secretário da Semur afirmou que a periferia da capital é a região que mais enfrenta dificuldades com a coleta de lixo. Em ruas de difícil acesso, caçambas foram colocadas para reforçar a limpeza da cidade.
Mont'alverne também ressaltou a mudança de hábito dos munícipes para manter a cidade limpa. "As pessoas devem ter a consciência de não jogar lixo em via pública. É recomendável que coloquem as sacolas com resíduos em frente de suas casas somente quando o carro coletor passar na via", orientou.

Força do rio Amazonas está destruindo orla de Macapá

Poste corre risco de cair após erosão na orla do Perpétuo Socorro, em Macapá (Foto: John Pacheco/G1)A força das águas do rio Amazonas está destruindo calçadas ao longo da orla dos bairros Cidade Nova e Perpétuo Socorro, na Zona Leste de Macapá. Em vários pontos, o piso já cedeu, comprometendo parte do passeio público. No Perétuo Socorro até um poste ameaça cair.

Asfalto cedeu e compromete parte de via no bairro Cidade Nova, em Macapá (Foto: John Pacheco/G1)O pescador Antônio Freitas, diz que frequentemente passa pelo local. Ele reclamou da situação de um dos principais pontos localizados na frente da cidade. “Fica feio para aquele que olha de fora e vê a orla do Perpétuo Socorro desse jeito. Trabalhei como pedreiro há 12 anos em reparos nessa obra e essa não é a forma correta de uma estrutura desse porte”, criticou Freitas.
Pescador Antônio Freitas diz que convive há mais de 12 anos na orla de Macapá (Foto: John Pacheco/G1)Os buracos causados pela força do rio contra a calçada, além de se expandirem lentamente, estão tomados pelo lixo. Nos locais há restos de madeira e resíduos domésticos entulhados. Em um dos trechos da orla, no bairro Cidade Nova, a erosão já comprometeu parte do asfalto.

O aposentado Edmundo Morais, de 76 anos, diz que há mais de 30 anos mora no bairro Cidade Nova. “Não consigo entender como um problema simples demora para ser resolvido. Custa muito consertar isso? A cidade toda está um chiqueiro, além da obra desse jeito, ainda tem o lixo”, reclamou Morais, referindo-se ao serviço de coleta de lixo, que em função de nova decisão jurídica permanece sem definição na cidade.
A Secretaria Municipal de Obras (Semob), responsável pelo serviço, disse que em breve se posicionará sobre o assunto.




No AP, obra de posto policial virou lixeira pública, afirmam moradores

Lixo acumulado no entorno da obra prevista para ser concluída em abril de 2013 (Foto: Dyepeson Martis/G1)O canteiro de obras onde é construída a Unidade de Segurança Pública dos bairros Araxá e Pedrinhas, na Zona Sul de Macapá, virou uma lixeira pública a céu aberto. Os resíduos acumulados pelos próprios moradores da região são decorrentes da precariedade na coleta de lixo, conforme afirmou o pintor João dos Santos, de 48 anos, que mora no bairro Araxá.

"A limpeza nunca é feita aqui ,então os moradores transformaram o lugar em uma lixeira porque não têm outra alternativa. O fedor é muito forte, sem contar a presença de animais. A nossa comunidade enfrenta esses problemas há pelo menos dois meses, mas não podemos mais aguentar isso", protestou Santos.

A construção da unidade iniciou em 2012 com previsão de entrega para o dia 26 de abril de 2013. Moradores reclamam do atraso nos trabalhos. Eles dizem que ficam reféns da violência urbana e enfrentam problemas de saúde.

João dos Santos, de 48 anos, que mora próximo a obra (Foto: Dyepeson Martins/G1)"Quem está sofrendo com isso é a comunidade. A obra está em ritmo lento e a coleta de lixo é precária. E a população, como fica? Nós sabemos que a cidade enfrenta problemas com a empresa que executa esses serviços, mas segurança e saúde são nossos direitos e vamos reivindicá-los", reclamou o presidente do Conselho de Segurança dos Bairros Araxá e Pedrinhas Mirchelon Medonça.

O G1 tentou contato com a Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinf), mas não teve retorno das ligações.

O secretário municipal de Manutenção Urbanística José Mont'alverne afirmou que a coleta de lixo no bairro Araxá está sendo executada normalmente. "É uma questão de consciência da população. Não adianta nós irmos lá e executarmos a coleta se no outro dia os próprios moradores enchem o local de lixo", ressaltou o secretário.

Coleta da lixo
, Mirchelon Medonça, presidente do Conselho de Segurança dos Bairros Araxá e Pedrinhas (Foto: Dyepeson Martis/G1)Na sexta-feira (10), a Justiça expediu decisão pedindo a anulação do contrato firmado entre a prefeitura de Macapá e uma nova empresa que iria realizar a coleta de lixo no município a partir de 1º fevereiro. A contratação da empresa, que é do Pará, foi realizada após a Justiça acatar, por três vezes, a suspensão do processo licitatório em 2013.

No contrato assinado entre a prefeitura e a nova empresa são estabelecidos 27 itens de manutenção urbanística no valor de R$ 56 milhões, para um prazo de dois anos. A atual empresa realiza apenas sete serviços e trabalha com contrato emergencial. "Ainda não conseguimos contratar uma empresa que consiga fazer os serviços com qualidade", declarou Mont' Alverne.