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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Plebiscito do Pará: no Amapá, desmembramento divide opinião de paraenses

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Votação obrigatória acontece domingo, 11, no estado paraense.

Não é só a população do Pará que está dividida sobre o plebiscito que será votado dia 11 de dezembro para desmembrar o segundo maior Estado do Brasil em extensão territorial (1.247.950,003 Km²), em três partes. No Amapá, os paraenses que vivem aqui também têm opiniões contrárias sobre o tema. De acordo com o Censo 2010, 31,5% da população amapaense não é genuína. Em 2000, a porcentagem de paraenses no Amapá era de 24,1%. 

A professora aposentada Maria Lins, 63, que mora no Amapá desde os cinco anos de idade, disse que é a favor da divisão do Pará por entender que vai melhorar a qualidade de vida da população com a descentralização do governo estadual. Mas confessa: “Não gostaria que o meu Pará fosse divido. Mas se isso vai melhorar a vida da população, eu sou a favor”. Morando no Amapá há 15 anos, a vendedora Pâmela Rayanne Barbosa, 21, acha que a divisão do estado paraense vai deixar os moradores deslocados. “Não sei onde a minha cidade vai ficar com essa divisão. Todo mundo vai ficar perdido”, indaga Pâmela, natural de Almeirim. 

Natural de Belém, Júnior Barros, 49, que vive em trânsito no Amapá e Pará considera que esse desmembramento vai empobrecer o seu Estado. Para ele, se ocorrer a fragmentação, a região de Carajás vai enriquecer mais ainda por causa da exploração mineral, principal atividade econômica do Pará. Tapajós ficará numa situação estável em função do extrativismo vegetal e mineral. E o Pará não terá tantos incentivos para desenvolver sua economia, segundo Barros.

O chefe da Unidade Estadual do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística do Amapá (IBGE/AP), Haroldo Canto Ferreira, 53, - que é natural de Óbidos/PA – defende que a única perspectiva de mudança do Pará é desmembrando do Estado. Para ele, uma área com grande extensão territorial, impede que municípios distantes da capital sejam contemplados com as políticas públicas do executivo estadual. “Além disso, é um transtorno para os agentes censitários realizarem suas atividades, por causa da dificuldade com deslocamento. Tínhamos que dividir as regiões em sub-áreas”, reclama Canto, que foi chefe da Agência do IBGE por 14 anos em Santarém.
Ele se lembra de vários municípios que tiveram melhora nos serviços assistenciais básicos, depois de serem desmembrados, como Belterra, Placas, Rurópolis, entre outros. “Havia área, onde a energia elétrica era racionada. Só tinha luz de 06h às 22h. Com a fragmentação essas regiões passaram a ter energia 24h e outros benefícios que não tinham antes”, recorda Haroldo a respeito de Itaituba, divido em quatro: Trairão, Jacareacanga e Nova Progresso. Ele avalia que, com a fragmentação, o Estado do Pará terá menos problemas para administrar.

Novo Pará, Tapajós e Carajás
Caso seja concretizada a divisão do território paraense, o estado de Carajás, localizado na porção sudeste, terá 285.000 Km², cuja capital será a cidade de Marabá. A população dessa região é de aproximadamente 1,3 milhão de habitantes. Essa região apresenta grande riqueza mineral (minério de ferro), além do desenvolvimento da pecuária. 

O estado de Tapajós, por sua vez, terá 722.000 Km², sendo, portanto, o mais extenso. Apesar de compreender a maior área do Pará, essa região é a menos populosa: cerca de 1 milhão de habitantes. Sua capital será a cidade de Santarém. Essa região apresenta pouco desenvolvimento econômico, composta por grandes áreas preservadas e muitos rios. Restariam cerca de 240.689 Km² para o estado do Pará, sua população seria reduzida para aproximadamente 5,2 milhões de habitantes.

Plebiscito
Como todas as outras eleições, o voto, no Plebiscito, será obrigatório. Só pode votar quem tem domicílio eleitoral no Estado do Pará. O eleitor que não se encontrar em seu domicílio, deverá justificar. Se não o fizer, o eleitor não estará quite com a Justiça Eleitoral, o que o impedirá de realizar alguns atos da vida civil como, por exemplo, retirar passaporte e assumir concurso público. O eleitor que deixar de votar por três vezes consecutivas, sem justificar, terá seu título cancelado.

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE/PA), em torno de 6,7 mil homens farão a segurança do plebiscito. Destes, 5.500 são do efetivo da Polícia Militar, que estará presente em todos os 143 municípios do Estado. Já as tropas federais vão reforçar a segurança de 16 municípios e também oferecer apoio logístico para o evento por meio, por exemplo, do transporte de urnas para regiões afastadas e com o auxílio de helicópteros e barcos. Neste caso, será utilizada parte do contingente das Forças Armadas que já atuam no Estado.(Maiara Pires/aGazeta)
 
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Obra parada: ponte sobre o rio Matapi é interditada pela PRF

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Está proibida a passagem de veículos de carga. Somente carros de passeio estão autorizados a trafegar pelo trecho. Os ônibus só podem atravessar se os passageiros descerem do veículo.


A ponte sobre o rio Matapi no km 230 da BR 156 está interditada desde segunda-feira (5) pela Polícia Rodoviária Federal do Amapá (PRF). A interdição seu deu por conta das más condições da madeira da ponte. Está proibida a passagem de veículos de carga. Somente carros de passeio estão autorizados a trafegar pelo trecho. Os ônibus só podem atravessar se os passageiros descerem do veículo. Segundo Michel Brás, chefe do Departamento de Transporte Rodoviário da Secretaria de Estado dos Transportes (Setrap), os carros de passeio flagrados com excesso de carga durante as fiscalizações, estão sendo autuados.

Paralisadas há três meses, as obras de construção da ponte sobre o rio Matapi devem ser retomadas nos próximos dias, segundo informou Andrey Rêgo, diretor de Transportes da Setrap. A paralisação ocorreu porque o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA/AP) apreendeu a madeira utilizada na construção da ponte. E agora, a Setrap aguarda a liberação da licença para a retomada dos serviços. Com a liberação da licença, a ponte deve ser totalmente interditada por causa da obra. A interdição deve durar de um a três dias, segundo a Setrap. (Maiara Pires/aGazeta)
 
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Deputado Vinícius apresenta projeto que promove o uso racional de água

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A proposta, que já está em tramitação na Câmara dos Deputados visa promover o consumo consciente e estimular a prática do reuso 

O deputado federal Vinícius Gurgel (PR-AP) apresentou na última quarta-feira (07) Projeto de Lei que estabelece regras para promover o uso racional da água em prédios e edificações.

Segundo o parlamentar, o PL 2874/2011 cria normas que visam a promoção da conservação da água e critérios para uso alternativo de recursos hídricos em edificações que tenham consumo de volume superior a 20 mil litros de água por dia. “O reuso planejado da água prevê o controle de desperdício e a redução no consumo de água. Essa prática pode poupar grandes volumes de água potável e contribuir com a sustentabilidade”, justificou Vinícius Gurgel.

O deputado explica que o uso planejado das águas compreende a captação, armazenamento e utilização dos recursos hídricos que, depois de tratados, são destinados para o reuso, não sendo descarregados no meio ambiente. “Nas grandes edificações, essa água pode ser usada para lavar áreas comuns e, até mesmo, na rega de jardins e plantas”.


Ainda de acordo com Vinícius Gurgel, o projeto é uma maneira de estimular o consumo consciente de água e alertar para a necessidade de preservação dos recursos naturais, além de gerar economia.

 
Laura Gracindo
Assessora de Comunicação
Deputado Vinícius Gurgel (PR-AP)
(61) 3215-1852
(61) 8123-3522
dep.viniciusgurgel@camara.gov.br
lauragracindo.jornalista@gmail.com
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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Semelhança de casos

Não só o período das informações coincide (novembro/dezembro), mas também a unidade hospitalar em que foram internados os pacientes que vieram a óbito e as condições a que foram submetidos.
Em entrevista a um programa de rádio, o médico Uilton Tavares sustenta a hipótese de que as UTIs dos hospitais precisam melhorar as condições de higiene. “Os hospitais se transformaram em um grande shopping Center, com as visitas constantes. E deveria ser o contrário, para se ter um controle de infecção hospitalar é preciso que se tenha o mínimo de circulação de pessoas. A maioria dos hospitais do Estado possui mais de 50 anos, ou seja, existe uma série de fatores inapropriados: os esgotos não funcionam, os condicionadores de ar não passam por manutenção constante, os materiais estão muito velhos e os próprios familiares, ao transportar objetos para os hospitais, oferecem riscos aos pacientes”, avaliou.
O secretário de Saúde, Edilson Pereira, ponderou ao afirmar que “não tem como dizer se uma bactéria única está causando as mortes”. Mas admitiu que devido à semelhança entre os sintomas das vítimas, a Sesa tem investigado a relação entre um caso e outro. Ele disse ainda que está solicitando informações sobre os relatórios de endemias dos municípios.
“Nós vivemos em uma região bastante endêmica, com propensão à dengue, malária, tuberculose. E esses locais passam por monitoramento constante dos órgãos ligados à Sesa”, disse Pereira.
Mesmo tranquilizando a população quanto a incidência da provável superbactéria, em 2010, a resistência do microorganismo já era discutida pelos profissionais da área de saúde. Médicos eram cautelosos em afirmar o aumento no número de casos da doença, mas diziam que a susperbactéria só evoluía em ambientes hospitalares e em pacientes debilitados.
Ainda no ano passado, o ex-ministro da Saúde, José Gomes Temporão, confirmou 22 mortes no Distrito Federal e uma no Paraná. Além de outros casos de pacientes infectados em quatro estados da federação. “Desde que a ameaça surgiu, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retenção da receita médica na compra de antibióticos para tentar impedir a automedicação e o uso abusivo de medicamentos”, frisou o ex-ministro à época.

Prevenção
Em tese, o controle da infecção bacteriana é simples: pode ser feito a partir do uso de luvas e aventais, até a simples higienização das mãos. A dificuldade é que nem sempre as orientações são seguidas.

A Gazeta

Morte do Dr Leonai Garcia mantém suspeitas sobre a presença da superbactéria

Dois casos registrados em novembro de 2010 podem indicar a presença da superbactéria KPC (KlebsiellaPneumoniaeCarbapenemase)
Amapaenses estão assustados com a possibilidade de uma superbactéria ter se instalado no Amapá e estar vitimando pacientes de UTIs e centros cirúrgicos. A primeira suspeita foi sobre o zelador do parque zoobotânico, Odino Aires Trindade (contaminado por fezes de animais), depois a secretária estadual de Comunicação, Jacinta Carvalho, e ontem (5), o médico e jornalista Leonai Garcia, que teve quadro de saúde agravado após infecção por bactéria estafilococos.
Os três pacientes tiveram passagem pelo Hospital São Camilo antes de falecerem. A coincidência, no mínimo curiosa, já deveria ter gerado investigação interna do setor de controle de infeção hospitalar (CIH), responsável pelo monitoramento e orientação das contaminações oriundas de ambiente hospitalar.
Até agora, a direção do São Camilo silenciou sobre as mortes ocorridas. O médico responsável pela Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Claudio Leão, tem evitado falar com a imprensa a respeito do assunto. As desconfianças que recaem sobre a possibilidade de contaminação de pessoas internadas no hospital não podem ser tratadas como fatos isolados, porque embora ainda não existam informações concretas, há fortes indícios de que algum tipo de contaminação está presente no local.
Em novembro do ano passado, a Gazeta publicou o primeiro caso de morte provocada por infecção bacteriana, confirmado pela Coordenadoria de Vigilância em Saúde (CVS), ligada à Secretaria de Saúde do Estado. A vítima foi um homem de 82 anos, que era mantido há seis meses em regime de isolamento. Ele apresentava os mesmos sintomas de pacientes que vieram a óbito nesta semana: estava debilitado e não respondia ao tratamento convencional.
Um segundo idoso, de 60 anos, também teria sido contaminado no mesmo hospital pela superbactéria. O contágio ocorreu assim que ele deixou a Unidade de Terapia Intensiva e foi tratado em regime de quarentena. À época, os técnicos da Secretaria Estadual de Saúde atribuíram as ocorrências à superbactéria chamada KPC (Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase). 

A Gazeta

Um ano após o crime, acusado ainda não foi julgado

O processo caminha lentamente na Justiça. O réu confesso, mesmo expulso da Polícia Militar, está preso no quartel da corporação.
No domingo (4), o Corinthians sagrou-se campeão brasileiro de 2011. Uma conquista comemorada por milhares de torcedores por todo o Brasil. Enquanto muitos festejavam, uma família macapaense chorava a perda de alguém que poderia também estar comemorando o título do clube paulista. Na última segunda-feira (5), completou-se um ano que o servidor público João Emerson Pinto Gemaque foi assassinado por causa de uma de suas grandes paixões, além da família: o Corinthians.
O crime ficou conhecido em Macapá como "execução na orla", em razão do local do crime. Gemaque foi executado aos 37 anos, com dois tiros, quando festejava justamente outro bom resultado de seu time do coração no Campeonato Brasileiro. O acusado, José Renildo Carvalho da Costa, torcedor fanático do Fluminense - campeão daquele ano -, na época era tenente da Polícia Militar (PM). Um ano depois, ele está preso. Porém, mesmo já tendo sido expulso da corporação, continua preso no quartel, por força de uma liminar, o que causa a indignação dos parentes da vítima.
"Sinto muito a falta dele. Meu filho perguntou no dia do aniversário pelo pai (o garoto completou três anos na última semana), e eu tive que dizer pra ele que o Emerson não viria, mas estaria presente em espírito. É uma dor que não vai sarar, eu amava e ainda o amo muito", chora Rose Daiane, viúva de Gemaque. Ela contou que tem sido muito complicado conviver com a ausência do marido. Após o crime, teve que mudar da casa onde viveu 10 anos casada com a vítima, pois as lembranças só agravavam a situação. Rose e os quatro filhos do casal vivem hoje com a renda da pensão deixada com a morte de Gemaque, que era funcionário da Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa).
"Foi um ano difícil para toda a família. Tivemos uma luta muito grande, mas ainda não terminou. Minha mãe chora todos os dias. Meus sobrinhos sofrem com a ausência do pai. A época mais complicada é quando tem uma festa, como a de fim de ano. Quando o Corinthians ganhou no domingo, foi muito difícil, porque a gente lembrou dele", lamentou Nilce Gemaque, irmã.
A liminar que permite a Reinildo estar protegido no quartel da PM foi concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A ordem judicial impede que ele seja transferido para o Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), onde deveria aguardar pelo julgamento. Segundo os advogados de Reinildo, ele poderia correr risco de morte dentro da cadeia comum. O processo caminha lento no judiciário e a previsão para o julgamento ficou só para 2012, sem data definida.

A execução
O crime aconteceu por volta das 20h do dia 5 de dezembro de 2010, na Orla do Santa Inês, zona Sul de Macapá. Era domingo. Milhares de torcedores de Corinthians e Fluminense foram às ruas para comemorar o resultados de seus times, o clube paulista com a classificação para a Taça Libertadores, e o carioca como campeão daquele ano.
Segundo relatos de testemunhas, o então tenente Renildo - militar há 24 anos - estava com a esposa e os filhos em seu carro, quando decidiu agredir torcedores rivais. Tricolor fanático, ele saltou do veículo, já empunhando uma pistola .40, de propriedade da PM. Os corintianos, entre os quais estava Gemaque, foram agredidos a chutes e coronhadas.
A denúncia do Ministério Público aponta que vítima tentou conter o policial, mas como não conseguiu, saiu correndo. Foi nesse momento que o então tenente disparou e o acertou pelas costas. Gemaque caiu. Reinildo se aproximou e disparou, à queima roupa, no rosto da vítima. Gemaque morreu a caminho do Hospital de Emergências. Reinildo fugiu no carro dirigido pela esposa.
Na época do crime, a Gazeta fez uma ampla cobertura do caso. Em 11 de dezembro de 2010, com exclusividade, o jornal publicou pela primeira vez uma imagem reveladora, que mostra o acusado partindo para cometer o crime. Gemaque aparece na foto, logo atrás da mala do carro de Reinildo. É fácil perceber que ele, e outros corintianos, apenas comemoravam.

A Gazeta

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Exames de tomografia estão parcialmente suspensos no Amapá, por falta de pagamento

Só estão funcionando atendimentos de urgência e emergência, que também podem ser paralisados caso não haja a liquidação do débito.
O atraso de pagamento do convênio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) com o Instituto de Neurologia do Amapá (Inneuro) – responsável por tomografias de pacientes dos Hospitais de Emergências (HE) de Macapá e de Clínicas Alberto Lima (HCAL) – provocou a suspenção parcial dos exames. A paralisação já dura uma semana, segundo pacientes. Só estão funcionando os atendimentos de urgência e emergência. Foi o que safou Ana Júlia Souza Lemos, 30 anos. A vendedora sofreu acidente de trânsito na madrugada de domingo (4) quando retornava para casa de motocicleta com o namorado João da Costa Nunes, 49. O acidente aconteceu na rodovia Duca Serra próximo ao bairro Marabaixo. O casal foi atingido por um carro, cujo motorista estava embriagado, informou ela.
Inconsciente, Ana Júlia precisou fazer exame de tomografia e a irmã dela, Marinilda Lemos, foi informada pelos funcionários do Hospital de Emergência de Macapá que o aparelho não estava funcionando por falta de pagamento. Mas logo depois, Ana Júlia foi atendida com o exame. A paciente quebrou a perna esquerda, bateu a cabeça e teve vários ferimentos pelo corpo. Mas o vigilante João da Costa não resistiu e morreu às 06h de domingo com o quadro clínico de choque hipovolêmico, hemorragia traumática e traumatismo abdominal.
“Não teríamos condições de pagar um exame de tomografia que custa mais de 400 reais na rede privada”, diz Marinilda, apreensiva com a possibilidade de suspensão dos exames de urgência e emergência. Além do alto custo para o paciente, o quadro clínico ainda pode ser agravado com a espera do atendimento ao ser encaminhado à rede privada.
Contudo, até mesmo os atendimentos de urgência e emergência podem ser paralisados caso não haja a liquidação do débito. Segundo a administração do Inneuro, em abril deste ano foi firmado um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) entre o Ministério Público Estadual, a Sesa e o Instituto. Esse Termo obrigava a Sesa a regularizar os pagamentos e contratos do convênio – viabilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Mas esse TAC nunca foi cumprido.
A assessoria de comunicação da Sesa informou que hoje (6), o governo do Estado deve realizar uma suplementação orçamentária e financeira para direcionar ao Instituto a verba que esteja em atraso. Mesmo reconhecendo a dívida, e negando que esteja em débito há sete meses, a assessoria não soube informar a quanto tempo os recursos estão em atraso.

A Gazeta

Gatinho assume mandato com desafio de substituir PJ

Deputado do PTB vai priorizar pauta de votações, que inclui o Plano Plurianual (PPA) e a Lei Orçamentária Anual (LOA), com prazo limite em 31 de dezembro para aprovação.
O empresário Ocivaldo Serique Gato (PTB), o Gatinho, assumiu na tarde de ontem (5) o mandato de deputado estadual com o desafio de substituir Paulo José (PTC), que ocupou o parlamento por 22 anos consecutivos. Com as galerias completamente lotadas de correligionários, Gatinho disse que vai acompanhar os projetos em tramitação na Casa, especialmente o Plano Plurianual (PPA) e a Lei Orçamentária Anual (LOA), cuja data limite para votação é 31 de dezembro.
"Estou assumindo o mandato quase no fim desta legislatura, então a prioridade é acompanhar os projetos em tramitação, principalmente o Plano Plurianual (PPA) e a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2012, que irão influenciar diretamente na vida de todos os cidadãos do Amapá", disse o deputado.
Gatinho enalteceu o papel da Justiça, que permitiu a ele assumir a cadeira que era ocupada por Paulo José, conhecido por PJ, a quem elogiou. "O PJ é um parlamentar experiente e um grande amigo, mas temos que respeitar o jogo da democracia. Quero reconhecer o papel da Justiça Eleitoral, que me diplomou, e ao Tribunal de Justiça, que garantiu a minha posse", afirmou.

O maior desafio
O deputado também agradeceu ao presidente da Assembleia Legislativa, Moisés Souza (PSC). "O presidente é um político de palavra, ele garantiu que iria me dar posse e cumpriu com o trâmite legal", enfatizou Gatinho. Já o ex-deputado e ex-presidente da Assembleia, Lucas Barreto, principal liderança do PTB, destacou que a posse de Gatinho consolidou a representatividade do partido no Legislativo, ao lado da deputada Mira Rocha.
Último orador da cerimônia de posse, Moisés Souza deu as boas vindas ao novo deputado e enfatizou: "Seu maior desafio é substituir à altura o deputado Paulo José, certamente um dos melhores, senão o melhor, parlamentar que esta Casa já teve".
Eleito no ano passado com 5.272 votos, Gatinho foi barrado pela Lei da Ficha Limpa e beneficiado por decisão do Supremo Tribunal Federal, que transferiu os efeitos da lei para 2012. Ele foi diplomado em 14 de setembro. No dia 30 de novembro o Tjap cassou a liminar que impedia sua posse.

A Gazeta

Causa da morte de secretária de Estado ainda é desconhecida

Jacinta Carvalho, secretária de Comunicação, foi acometida de um quadro de inflamação grave, que ainda está sendo investigado pelos médicos. Um laudo oficial deve ser encaminhado à família nos próximos 15 dias.
Ainda é um mistério a causa da morte da jornalista e secretária estadual de Comunicação, Jacinta Carvalho. Internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São Camilo desde a quarta-feira da semana passada, ela tentava resistir a um quadro de infecção grave, quando, na madrugada de domingo (4), faleceu.
Os primeiros exames indicavam que Jacinta poderia ter contraído dengue ou malária, mas as hipóteses foram descartadas com a complicação do quadro clínico, que já não permitia fazer qualquer associação com estas doenças.
No mês de novembro, a jornalista se preparava para realizar uma cirurgia de desobstrução da glândula nazal, conhecida como adnóide, quando foi informada de que precisaria acompanhar a equipe de governo em uma viagem ao município de Oiapoque. "Era o lançamento dos Jogos Indígenas e ela foi chamada para acompanhar os jornalistas que tinham vindo ao Estado somente para fazer aquela cobertura. Neste período, ela já apresentava sinais de irritação na garganta", disse a irmã da secretária, Nívea Maria de Carvalho.
O trabalho em Oiapoque durou seis dias. Jacinta chegou a comentar com a irmã que dormiu algumas noites nas aldeias indígenas. Com quadro de baixa resistência, ela estava sujeita a picadas de insetos e a contrair doenças infecciosas. A jornalista também não teria tomado as devidas precauções para imunizar o organismo, já que ia ficar tantos dias no meio da selva. "Não sei se ela tomou vacina, mas acredito que não", declarou Nívea.

Primeiras Complicações
O retorno de Oiapoque foi um momento em que a secretária acumulou aprendizados e os dividiu com a família. Jacinta estava muito feliz com os resultados da viagem, explorou a região e se permitiu novas experiências. Mas a alegria duraria pouco. Quatro dias depois, ela começou a perceber os primeiros sintomas de indisposição. Mesmo assim, continuou trabalhando. "Depois que ela voltou da viagem, começou a sentir febre alta e tomou analgésico, mas no sábado (dia 26), as dores no corpo intensificaram-se, foi quando ela decidiu procurar o médico", comentou a irmã mais velha, Cleide Maria Rodrigues de Carvalho. O médico plantonista do Hospital São Camilo a avaliou, prescreveu a medicação e a orientou a continuar o tratamento em  casa.
Durante o final de semana, a jornalista sentiu calafrios, febre alta, dores no corpo, seguida de uma forte dor na garganta. Era o início do processo de inflamação. A família decidiu levá-la ao médico novamente na segunda-feira (28), quando foi recomendada a internação e lançado o primeiro diagnóstico: "pode ser dengue", afirmou o médico de plantão. Ele pediu alguns exames para confirmar a suspeita, mas, no dia seguinte, as análises indicaram outra patologia: malária. O quadro infeccioso evoluiu rapidamente para o pulmão e o coração, tornando a jornalista ainda mais vulnerável.
As irmãs de Jacinta reclamam que a indefinição no diagnóstico pode ter retardado o tratamento da paciente. "Se nós soubéssemos desde o início o que ela tinha, poderíamos ter procurado assistência médica especializada em outro Estado", desabafou Cleide Maria Rodrigues.

Planos interrompidos
Jacinta Carvalho pretendia tirar férias em 2012. Segundo as irmãs, assim que conseguisse encaminhar as atividades na Secretaria de Comunicação, planejava viajar com os dois filhos e ter mais tempo para ficar com os irmãos e a mãe. “Os filhos dela ainda estão em estado de letargia, principalmente o mais velho. Ele ainda está tentando assimilar o que aconteceu, mas para a gente também não é fácil”, emocionou-se a irmã, Cleide Maria.

Condolências
O velório aconteceu por volta das 14h de domingo (4), na Capela Santa Rita, e o sepultamento ocorreu por volta das 17h no cemitério São José, no bairro Buritizal. A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas do Amapá (Sindjor) enviaram notas de pesar em razão da morte da secretária. O governo do Estado decretou luto oficial de três dias.

A suspeita da presença de uma superbactéria
Durante a internação, foi especulada a hipótese de Jacinta ter contraído vírus ou uma superbactéria, ambos relacionados a outros casos parecidos de infecção. Como o que acometeu o também jornalista e médico Leonai Garcia, duas semanas antes. Leonai permaneceu na UTI de um hospital paraense por cerca de uma semana, mas teve melhora significativa no quadro clínico. Os exames ratificaram a presença da bactéria estafilococos, cujo tratamento já está consolidado na literatura médica.
Em entrevista a um programa de rádio, o médico Claudio Leão, responsável pela UTI do Hospital São Camilo, e que acompanhou a entrada de Jacinta na UTI, disse que ela estava com o sistema imunológico bastante debilitado, e que todos os exames possíveis de serem feitos para atestar o diagnóstico da paciente foram realizados. “A etiologia está sob investigação da Vigilância Epidemiológica. Quem faz essa análise tem que visitar os locais por onde a paciente passou, o que comeu. Isso não é uma coisa que acontece assim tão raramente, existem casos aqui na Amazônia de infecções fulminantes”, alertou o especialista.
Odair Monteiro, perito da Polícia Técnico-Científica e amigo da família, suspeita que Jacinta tenha sido vítima de duas patologias. Uma delas teria facilitado a entrada de uma bactéria ou superbactéria no organismo – que causou a infecção. A outra seria um vírus raro. Este processo viral pode ter se desencadeado ainda em Oiapoque. Mas, por enquanto, as informações não passam de suposições e teses, nada foi confirmado ainda.
Os exames realizados no corpo da secretária no final de semana foram enviados ontem (5) ao Instituto Evandro Chagas, em Belém (PA), especializado na área de epidemiologia. Nos próximos 15 dias, a família espera anunciar o resultado dos exames e descobrir o que pode ter provocado a morte de Jacinta. 

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Projeto Negócio a Negócio capacita empreendedores

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Mais de 1.350 empreendedores recebem consultoria para melhorar seu negócio no período de 05 a 07 de dezembro
 
Ellen Moura
 
Empreendedores individuais, informais e microempresas participam de palestras de capacitação de 05 a 07 de dezembro no Sebrae Macapá e Santana. A ação pertence ao Projeto Negócio a Negócio que tem como objetivo identificar, sensibilizar e prestar orientação gratuita e continuada para os empreendedores atendidos.
 
O projeto trabalha com a atuação ativa dos Agentes de Orientação Empresarial do Sebrae, eles visitam as empresas, fazem um levantamento geral, apresentam o diagnóstico do negócio e traçam um plano de ação. Dessa forma, os agentes encaminham o empresário para consultoria e capacitação necessária para melhorar o empreendimento.
 
“É a primeira vez que venho ao Sebrae e participo de palestras. Com esse apoio oferecido eu só vou ganhar. Já tenho outra visão do meu empreendimento em apenas duas palestras que participei”, fala, Fátima Souza, vendedora de salgados no bairro do Pacoval.
Segundo a empreendedora individual, Lúcia Picanço, vendedora de confecção no bairro do São Lázaro, o maior benefício que o Programa Negócio a Negócio traz é o contato direto com o Sebrae. “Desta forma, consigo tirar dúvidas e ter acesso a cursos e capacitações” disse.

Programação
 
MACAPÁ
Palestra: Relatórios Mensais e Declaração Anual do Simples Nacional - EI
Data: 06/12/2011
Horário: 14h às 16h
Local: Sebrae – Sala 4
Vagas: 30 pessoas
 
Palestra: Orientação para acessar crédito
Data: 06/12/2011
Horário: 16h às 18h
Local: Sebrae – Sala 4
Vagas: 30 pessoas
 
Palestra: Controles Financeiros
Data: 06/12/2011
Horário: 18h às 20h
Local: Sebrae – Sala 2
Vagas: 50 pessoas
 
Palestra: Controles Financeiros
Data: 06/12/2011
Horário: 20h às 22h
Local: Sebrae – Sala 2
Vagas: 50 pessoas
 
Palestra: Orientação para acessar crédito
Data: 07/12/2011
Horário: 8h às 10h
Local: Sebrae – Sala 4
Vagas: 30 pessoas
 
Palestra: Passo a Passo para Legalizar seu negócio
Data: 07/12/2011
Horário: 10h às12h
Local: Sebrae – Sala 4
Vagas: 30 pessoas
 
Palestra: Relatórios Mensais e Declaração Anual do Simples Nacional - EI
Data: 07/12/2011
Horário: 18h às 20h
Local: Sebrae – Sala 4
Vagas: 30 pessoas
 
Palestra: Benefícios Previdenciários para o EI
Data: 07/12/2011
Horário: 20h às 22h
Local: Sebrae – Sala 4
Vagas: 30 pessoas
 

SANTANA
Palestra: Atendimento ao Cliente
Data: 06/12/2011
Horário: 15h às 17h
Local: Escritório do Sebrae em Santana
Vagas: 100 pessoas
 
Palestra: Orientação para acessar crédito
Data: 06/12/2011
Horário: 19h às 21h
Local: Escritório do Sebrae em Santana
Vagas: 100 pessoas
 
Palestra: Relatórios Mensais e Declaração Anual do Simples Nacional - EI
Data: 06/12/2011
Horário: 15h às 17h
Local: Escritório do Sebrae em Santana
Vagas: 100 pessoas
 
Palestra: Como Contratar um Funcionário
Data: 07/12/2011
Horário: 19h às 21h
Local: Escritório do Sebrae em Santana
Vagas: 100 pessoas

 
Serviço:
Sebrae no Amapá
Unidade de Marketing e Comunicação: (96)3312-2832
Call Center: 0800 570 0800
Agencia de Noticias: www.ap.agenciasebrae.com.br
Portal Sebrae: www.ap.sebrae.com.br
Twitter: @sebraeap
Facebook: /sebraeamapa
 
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O “Inferno Astral” de Odilon Filho “sinto a cruz que carrego bastante pesada”

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Há exatos 36 anos no Amapá, o cearense Francisco Odilon Filho, pai de três filhos, esposo da prefeita de Calçoene Maria Lucimar Lima. Empresário com atuação em vários setores, como alimentação industrial, pescado, equipamentos hospitalares, hoteleiro e dono do maior estabelecimento de shows do estado a “Choperia da Lagoa”. Odilon, vive o seu “Inferno astral”. Durante mais de três décadas fornecia alimentação ao complexo penitenciário e hospitais, além de manutenção de equipamentos hospitalares e ate construção civil. Hoje vive de “Pôncio a Pilatos, rumo ao calvário” como ele mesmo se define. Do governo anterior levou um “calote” em mais de 22 milhões de reais. Do Atual governo a quem foi aliado político nas ultimas eleições embora tenha ligações com o PMDB, vem saboreando o amargor do desdém e descaso irrestrito. Envolvido na operação “Mãos limpas” que o encarcerou por uma semana na Papula em Brasília junto a outras autoridades amapaenses, mesmo sem provas convincentes. O empresário sofre o efeito de um “Cão sarnento” onde todos querem distância.Com graves problemas cardíacos acredita que com todo o abalo que vem sofrendo ultimamente seus dias na terra serão reduzidos. Os dias negros e noites sombrias de Odilon parecem que não querem chegar ao fim. Sem receber um tostão pelo que comprovadamente ofereceu ao poder publico, dividas de fornecedores se acumulam junto às trabalhistas. Para acelerar ainda mais o caminho “rumo ao calvário” foi despejado do trapiche Eliezer Levi onde investiu seu capital e também recebeu “voz de prisão”, do diretor do IAPEN por cobra-lo em um programa de rádio. Na seqüência de desgraças  foi obrigado a reformar e construir uma nova cozinha industrial na penitenciaria e ao entregá-la foi também expulso do serviço e substituíram por uma empresa da Bahia. Além das dividas gigantescas e dos dois meses sem conseguir pagar seus numerosos funcionários, já que quem o deve não paga.

O empresário teve seu empreendimento em Calçoene invadido pela Policia Militar da forma mais vil e sanguinária possível onde seus funcionários foram presos e espancados. Na tarde de sexta-feira o empresário falou com jornalistas e emocionado relatou toda a situação a qual vem passando, “Quem não me conhece não acredita no que estou passando, quem não me conhece pensa que todo esse drama financeiro estou inventando, quem não sabe o que é ter quase quinhentos funcionários e uma folha de pagamentos e tributos exagerados não sabe o que passo. Estão querendo me destruir financeiramente, nunca passei ou imaginei passar o que estou passando” disse em lagrimas o empresário. Segundo ele muitos políticos que apoiou se quer atendem a um telefonema ou se compadecem diante da visível perseguição a qual esta passando. “O que é tríste e a discriminação que venho sofrendo pelo fato de ter sido preso na operação mãos limpas, tem secretários de governo que procuro para tentar dialogar sobre meus pagamentos, me deixam das 7 da manhã ate uma da tarde, isso de segunda a sexta-feira, daí ele sai por traz e não me recebe alegando que não podem me receber por que fui envolvido na operação da policia federal e temem que alguém filme de um celular eles me recebendo em audiência” desabafou. Ele denuncia que sofre preconceito e que muitas dessas autoridades o renegam dizendo “Não posso ficar de recebendo aqui na minha secretaria Odilon, você foi preso envolvido na operação mãos limpas, se eu te recebo o que vão falar sobre mim? E se alguém filma vão usar politicamente a tua imagem contra mim, e a policia pode pensar que tenho algum acerto contigo” denunciou. Agora se depara diante de um novo momento sinistro, o de ter que pagar uma multa a Sema de mais de dois milhões de reais. “O que me revolta são as calunias, na minha empresa disseram que minhas licenças estavam vencidas e é mentira todas estão em dia, o que pretendem é me destruir e estão conseguindo. “A Cruz esta muito pesada” mais vou resistir a todo esse tormento,essa perseguição mesmo que minha frágil saúde não agüente,vou lutar e que Deus possa me dar força suficiente e mais alguns anos de vida” declarou emocionado o empresário. Em Calçoene o frigofico Calçomar que emprega cerca de 300 funcionários foi fechado pela Promotoria. “Sinto a Cruz que carrego bastante pesada”. Pra fechar a tampa na tarde de ontem Odilon sofreu um novo despejo judicial para desocupar um terreno que usava como estacionamento, e o imóvel pertencia a um ex-deputado federal a qual sempre apoiou em todos os sentidos.
 
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Gatinho assume mandato com desafio de substituir PJ

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Deputado do PTB vai priorizar pauta de votações, que inclui o Plano Plurianual (PPA) e a Lei Orçamentária Anual (LOA), com prazo limite em 31 de dezembro para aprovação.


O empresário Ocivaldo Serique Gato (PTB), o Gatinho, assumiu na tarde de ontem (5) o mandato de deputado estadual com o desafio de substituir Paulo José (PTC), que ocupou o parlamento por 22 anos consecutivos. Com as galerias completamente lotadas de correligionários, Gatinho disse que vai acompanhar os projetos em tramitação na Casa, especialmente o Plano Plurianual (PPA) e a Lei Orçamentária Anual (LOA), cuja data limite para votação é 31 de dezembro.

“Estou assumindo o mandato quase no fim desta legislatura, então a prioridade é acompanhar os projetos em tramitação, principalmente o Plano Plurianual (PPA) e a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2012, que irão influenciar diretamente na vida de todos os cidadãos do Amapá”, disse o deputado.

Gatinho enalteceu o papel da Justiça, que permitiu a ele assumir a cadeira que era ocupada por Paulo José, conhecido por PJ, a quem elogiou. “O PJ é um parlamentar experiente e um grande amigo, mas temos que respeitar o jogo da democracia. Quero reconhecer o papel da Justiça Eleitoral, que me diplomou, e ao Tribunal de Justiça, que garantiu a minha posse”, afirmou.


O maior desafio
O deputado também agradeceu ao presidente da Assembleia Legislativa, Moisés Souza (PSC). “O presidente é um político de palavra, ele garantiu que iria me dar posse e cumpriu com o trâmite legal”, enfatizou Gatinho. Já o ex-deputado e ex-presidente da Assembleia, Lucas Barreto, principal liderança do PTB, destacou que a posse de Gatinho consolidou a representatividade do partido no Legislativo, ao lado da deputada Mira Rocha.

Último orador da cerimônia de posse, Moisés Souza deu as boas vindas ao novo deputado e enfatizou: “Seu maior desafio é substituir à altura o deputado Paulo José, certamente um dos melhores, senão o melhor, parlamentar que esta Casa já teve”.
Eleito no ano passado com 5.272 votos, Gatinho foi barrado pela Lei da Ficha Limpa e beneficiado por decisão do Supremo Tribunal Federal, que transferiu os efeitos da lei para 2012. Ele foi diplomado em 14 de setembro. No dia 30 de novembro o Tjap cassou a liminar que impedia sua posse.


Despedida emocionada do grande orador
Advogado e orador eloqüente, o deputado Paulo José (PTC) despediu-se da Assembleia Legislativa em grande estilo. Acompanhado da esposa e dos filhos, traçou um rápido perfil de cada um dos ex-colegas de parlamento, segundo ele “pessoas com quem tive o privilégio de aprender”.

Com a voz embargada, PJ resumiu numa frase seu estado de espírito: “Poderia estar triste, com o coração fechado, mas estou inebriado de alegria. Passei nesta Casa 22 anos em sete mandatos consecutivos, e tenho a consciência do dever cumprido”.
PJ destacou o papel do parlamento estadual e a importância do mandato. “Ser deputado estadual não é um privilégio, é uma escolha em que temos quatro anos para corrigir nossos erros”, disse, lembrando que a Assembleia Legislativa “já produziu dois governadores e um prefeito”, em referência a Waldez Góes, Camilo Capiberibe e Roberto Góes.

Ao deputado Gatinho, que ele chamou de “grande amigo”, Paulo José desejou o melhor desempenho. “Que meu amigo Gatinho retorne a esta Casa com toda determinação para cumprir o seu mandato com um trabalho profícuo”.

Ao final, disse que seus sete mandatos servem como “lição de vida”. E garantiu que não vai ficar parado. “Estarei lá fora, provavelmente voltarei a fazer júri novamente. E estarei à disposição desta Casa para qualquer deputado que precisar de mim”.
Com a saída de PJ, a deputada Roseli Matos disse que “quem perde é o parlamento como um todo”. O presidente Moisés Souza lembrou o papel destacado do deputado como presidente da Comissão de Relações Exteriores da AL.

À frente da Comissão, PJ estreitou as relações transfronteiriças entre Amapá e Guiana Francesa, esgarçadas pelo conflito dos garimpos clandestinos explorados por brasileiros nas florestas guianesas. (Régis Sanches/aGazeta)
 
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Mais um: motoqueiro morre em acidente na Duca Serra

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Só neste ano, já é a 13ª vítima de acidente nesta via estadual

Mais uma pessoa morreu na rodovia Duca Serra, vítima de acidente de trânsito. João da Costa Nunes, 49 anos, trafegava em uma moto junto com a namorada, Ana Julia Lemos de Souza, 30 anos, quando foram surpreendidos por um carro, que transitava em sentido contrário. O fato aconteceu no sábado (3), próximo à Lagoa dos Índios. O motorista do carro fugiu sem prestar socorro.

Testemunhas informaram que o carro trafegava em alta velocidade. Segundo Marinilda Souza, irmã de Ana Julia, um amigo da vítima, que trafegava logo à frente do casal quase foi atropelado também pelo mesmo veículo. Ele contou à Marinilda que ao perceber que o motorista trafegava daquele jeito, decidiu voltar. Ao retornar, encontrou o casal jogado ao chão. As vítimas foram encaminhadas ao Hospital de Emergências.

João da Costa Nunes não resistiu aos ferimentos e faleceu por volta das 7h da manhã deste domingo (4). A namorada da vítima teve escoriações e fratura na perna esquerda. Ele teve alta médica . Esse é o 13° acidente com vítima fatal nessa rodovia. (Ailton Leite/aGazeta)
 
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Comunicação: causa da morte de secretária de Estado ainda é desconhecida

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Jacinta Carvalho, secretária de Comunicação, foi acometida de um quadro de inflamação grave, que ainda está sendo investigado pelos médicos. Um laudo oficial deve ser encaminhado à família nos próximos 15 dias.

Ainda é um mistério a causa da morte da jornalista e secretária estadual de Comunicação, Jacinta Carvalho. Internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São Camilo desde a quarta-feira da semana passada, ela tentava resistir a um quadro de infecção grave, quando, na madrugada de domingo (4), faleceu.

Os primeiros exames indicavam que Jacinta poderia ter contraído dengue ou malária, mas as hipóteses foram descartadas com a complicação do quadro clínico, que já não permitia fazer qualquer associação com estas doenças.

No mês de novembro, a jornalista se preparava para realizar uma cirurgia de desobstrução da glândula nazal, conhecida como adnóide, quando foi informada de que precisaria acompanhar a equipe de governo em uma viagem ao município de Oiapoque. “Era o lançamento dos Jogos Indígenas e ela foi chamada para acompanhar os jornalistas que tinham vindo ao Estado somente para fazer aquela cobertura. Neste período, ela já apresentava sinais de irritação na garganta”, disse a irmã da secretária, Nívea Maria de Carvalho.

O trabalho em Oiapoque durou seis dias. Jacinta chegou a comentar com a irmã que dormiu algumas noites nas aldeias indígenas. Com quadro de baixa resistência, ela estava sujeita a picadas de insetos e a contrair doenças infecciosas. A jornalista também não teria tomado as devidas precauções para imunizar o organismo, já que ia ficar tantos dias no meio da selva. “Não sei se ela tomou vacina, mas acredito que não”, declarou Nívea.


Primeiras Complicações
O retorno de Oiapoque foi um momento em que a secretária acumulou aprendizados e os dividiu com a família. Jacinta estava muito feliz com os resultados da viagem, explorou a região e se permitiu novas experiências. Mas a alegria duraria pouco. Quatro dias depois, ela começou a perceber os primeiros sintomas de indisposição. Mesmo assim, continuou trabalhando. “Depois que ela voltou da viagem, começou a sentir febre alta e tomou analgésico, mas no sábado (dia 26), as dores no corpo intensificaram-se, foi quando ela decidiu procurar o médico”, comentou a irmã mais velha, Cleide Maria Rodrigues de Carvalho. O médico plantonista do Hospital São Camilo a avaliou, prescreveu a medicação e a orientou a continuar o tratamento em  casa.

Durante o final de semana, a jornalista sentiu calafrios, febre alta, dores no corpo, seguida de uma forte dor na garganta. Era o início do processo de inflamação. A família decidiu levá-la ao médico novamente na segunda-feira (28), quando foi recomendada a internação e lançado o primeiro diagnóstico: “pode ser dengue”, afirmou o médico de plantão. Ele pediu alguns exames para confirmar a suspeita, mas, no dia seguinte, as análises indicaram outra patologia: malária. O quadro infeccioso evoluiu rapidamente para o pulmão e o coração, tornando a jornalista ainda mais vulnerável.

As irmãs de Jacinta reclamam que a indefinição no diagnóstico pode ter retardado o tratamento da paciente. “Se nós soubéssemos desde o início o que ela tinha, poderíamos ter procurado assistência médica especializada em outro Estado”, desabafou Cleide Maria Rodrigues.


A suspeita da presença de uma superbactéria 
Durante a internação, foi especulada a hipótese de Jacinta ter contraído vírus ou uma superbactéria, ambos relacionados a outros casos parecidos de infecção. Como o que acometeu o também jornalista e médico Leonai Garcia, duas semanas antes. Leonai permaneceu na UTI de um hospital paraense por cerca de uma semana, mas teve melhora significativa no quadro clínico. Os exames ratificaram a presença da bactéria estafilococos, cujo tratamento já está consolidado na literatura médica.

Em entrevista a um programa de rádio, o médico Claudio Leão, responsável pela UTI do Hospital São Camilo, e que acompanhou a entrada de Jacinta na UTI, disse que ela estava com o sistema imunológico bastante debilitado, e que todos os exames possíveis de serem feitos para atestar o diagnóstico da paciente foram realizados. “A etiologia está sob investigação da Vigilância Epidemiológica. Quem faz essa análise tem que visitar os locais por onde a paciente passou, o que comeu. Isso não é uma coisa que acontece assim tão raramente, existem casos aqui na Amazônia de infecções fulminantes”, alertou o especialista.

Odair Monteiro, perito da Polícia Técnico-Científica e amigo da família, suspeita que Jacinta tenha sido vítima de duas patologias. Uma delas teria facilitado a entrada de uma bactéria ou superbactéria no organismo – que causou a infecção. A outra seria um vírus raro. Este processo viral pode ter se desencadeado ainda em Oiapoque. Mas, por enquanto, as informações não passam de suposições e teses, nada foi confirmado ainda.

Os exames realizados no corpo da secretária no final de semana foram enviados ontem (5) ao Instituto Evandro Chagas, em Belém (PA), especializado na área de epidemiologia. Nos próximos 15 dias, a família espera anunciar o resultado dos exames e descobrir o que pode ter provocado a morte de Jacinta.
 


Planos interrompidos 
Jacinta Carvalho pretendia tirar férias em 2012. Segundo as irmãs, assim que conseguisse encaminhar as atividades na Secretaria de Comunicação, planejava viajar com os dois filhos e ter mais tempo para ficar com os irmãos e a mãe. “Os filhos dela ainda estão em estado de letargia, principalmente o mais velho. Ele ainda está tentando assimilar o que aconteceu, mas para a gente também não é fácil”, emocionou-se a irmã, Cleide Maria.


Condolências
O velório aconteceu por volta das 14h de domingo (4), na Capela Santa Rita, e o sepultamento ocorreu por volta das 17h no cemitério São José, no bairro Buritizal. A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas do Amapá (Sindjor) enviaram notas de pesar em razão da morte da secretária. O governo do Estado decretou luto oficial de três dias.
 


Professora de sorriso fácil e muita determinação
Amapaense de sorriso largo e firmeza nas atitudes, “Cíntia” como era carinhosamente chamada pela família, foi a quarta filha de nove irmãos (sete mulheres e um homem). Cursou magistério e lecionou por 13 anos na Escola Estadual Mário Quirino. Graduou-se em Jornalismo em 2004, sendo inclusive laureada pela aquisição da primeira nota 10 no curso.

Especializou-se em Docência do Ensino Superior no ano seguinte. A formação acadêmica aliada à prática pedagógica, a credenciaram a enveredar pelo ensino superior. Foi professora dos cursos de graduação e pós-graduação. Em janeiro, assumiu a Secretaria Estadual de Comunicação, e teve que licenciar-se do ensino fundamental, mas continuou no ensino superior. Atuava com afinco no segmento ambiental e incentivava os alunos a refletirem sobre a proteção dos recursos naturais do Amapá. “Nenhum outro jornalista tem mais propriedade para falar desta região do que nós, que somos daqui”, ensinava. Jacinta Maria Rodrigues de Carvalho Gonçalves tinha 34 anos, era divorciada e deixa dois filhos, de 8 e 14 anos. (Stefanny Marques/aGazeta)
 
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